Prodígio de “1 milhão de euros” da INEOS projeta entrada no WorldTour, “tento ser a melhor versão de Pogacar e Vingegaard”
O jovem prodígio espanhol Benjamin Noval, Bicampeão Mundial Junior, concedeu uma longa entrevista ao jornal MARCA, na qual comentou sua transferência para a poderosa Netcompany INEOS, fazendo sua estreia no WorldTour, em um contrato de 4 anos.
Aos 18 anos, Noval chega ao ciclismo profissional cercado de expectativas, após conquistar os Mundiais de Estrada e Contrarrelógio, além de vencer o Europeu de Contrarrelógio. Segundo informações, seu contrato teria valores próximos de 1 milhão de euros por temporada, cifra que lhe rendeu o apelido de “o cara da INEOS de 1 milhão de euros”.
“O cara da INEOS de 1 milhão de euros”
Questionado sobre o apelido de “o cara da INEOS de 1 milhão de euros”, Benjamin Noval demonstrou tranquilidade e afirmou que a opinião alheia não interfere em sua preparação nem em sua confiança.
“Muito bem. O que os outros pensam não me afeta em nada; não me importo. Sei o que tenho que fazer e estou completamente em paz”, declarou.
O jovem também explicou por que não hesitou em escolher a Netcompany INEOS, mesmo diante do interesse da espanhola Movistar.
“Não, de forma alguma. No fim das contas, a Movistar certamente chama a atenção por ser uma equipe espanhola, mas acho que também é importante quebrar um pouco o padrão, ir para o exterior e experimentar coisas novas”, afirmou.
“O que me assusta é como vou me sentir nas subidas depois de 5 horas“
Apesar da confiança, Noval reconhece que sua principal preocupação está relacionada às exigências físicas dos profissionais.
“O que mais me assusta é como vou me sentir nas subidas depois de 5 horas na bicicleta. O resto não me importa. O idioma pode ser uma pequena barreira para entender as coisas, mas acho que me sairei muito bem na corrida. É por isso que estou calmo e ansioso. A pressão e as críticas me motivam”, explicou.
O espanhol mantém cautela sobre sua posição inicial na equipe britânica. “Para ser sincero, não estou pensando nisso. Mas quero ajudar a equipe de todas as maneiras possíveis e ser uma figura importante, não necessariamente vencendo, mas ajudando meus companheiros ou liderando o grupo”, afirmou.
“Tento pegar a melhor versão de Pogacar e Vingegaard”
Ao falar sobre os ciclistas que utiliza como inspiração, Noval explicou que procura observar diferentes características dos principais nomes do pelotão para desenvolver seu próprio estilo.
“Eu sempre digo que você tem que olhar para todos os ciclistas, pegar a melhor versão de cada um e juntar tudo. Eu tento fazer isso e, claro, com ciclistas como Pogačar, Vingegaard ou pessoas que realmente se destacam, você sempre acaba focando mais neles do que nos outros”, disse.
O bicampeão mundial também comentou as comparações frequentes com Remco Evenepoel e Tadej Pogačar. “Não me pareço com ninguém em particular. Tento ser um tipo diferente de ciclista”.
“É verdade que, agora que ganhei dois Campeonatos Mundiais, sou mais comparado ao Remco. Mas, se ataco de longe, sou mais comparado ao Pogačar. Mas os dois são muito bons e pedalam de forma muito parecida porque, no fim das contas, quando você é bom, tenta fazer tudo certo”, explicou.
“Agora é praticamente impossível derrotar Pogacar”
A possibilidade de enfrentar Pogačar e outros grandes nomes do ciclismo também foi abordada na entrevista. Inspirado pela ambição demonstrada por Paul Seixas, que declarou querer derrotar o esloveno diretamente na estrada, Noval admitiu que compartilha esse desejo, embora reconheça a enorme dificuldade da tarefa.
“Espero que sim. Claro, é motivador competir contra o Paul Seixas ou outros ciclistas de ponta. É claro que eu gostaria de vencer o Pogačar, mas isso será bem difícil. Quando ele começar a declinar, talvez, mas agora acho praticamente impossível”, finalizou o prodígio espanhol.