“Se a UAE Emirates permitisse, Tadej Pogacar iria para o Ciclocross” afirma diretor da UCI, esloveno tem vitórias também na modalidade
O Ciclocross está prestes a entrar em uma nova fase de popularidade e desenvolvimento. Pelo menos é o que acredita Peter Van Den Abeele, diretor de esportes da UCI, que enxerga um potencial retorno de grandes nomes do ciclismo de estrada à modalidade.
Com uma mudança significativa nas regras programada para 2027, que permitirá às equipes WorldTour somarem pontos também em modalidades fora de estrada, Van Den Abeele sugere que uma nova onda de talentos multidisciplinares pode estar a caminho.

“Tadej Pogacar competiu no Ciclocross, se a equipe permitisse, ele voltaria”
E, segundo ele, nem seria preciso insistir muito para convencer uma grande estrela a voltar ao barro. “Não se esqueçam, Tadej Pogacar também competiu no Ciclocross. Se a equipe permitisse, ele voltaria direto para o Ciclocross”, afirmou ao jornal Het Nieuwsblad.
O esloveno já revelou que acompanha o Ciclocross pela TV. Em 2021 e 2022 , ele competiu em uma corrida de Ciclocrosse em Ljubljana, capital de seu país, vencendo em 2021.
Confira a vitória de Tadej Pogacar
“Alpecin-Deceuninck mostrou que é possível”
Van Den Abeele destaca a influência do trabalho dos irmãos Roodhooft na Alpecin-Deceuninck, que ajudou a moldar a carreira de Mathieu van der Poel, como exemplo de que é possível conciliar diferentes disciplinas em alto nível.
“Eles mostram que é possível estar em outra disciplina e ainda assim se tornar um ciclista de ponta no ciclismo de estrada.”

Com a nova regra da UCI, as oportunidades não serão apenas para os ciclistas, mas também para as equipes. “Para a Team Visma-Lease a Bike, os pontos de Wout van Aert não serão importantes, mas para as equipes menores é interessante”.
“A Jayco AlUla tem o campeão mundial de Mountain Bike (Alan Hatherly). A EF Education-EasyPost criou uma equipe de Ciclocross. São pequenos passos na direção certa”, avaliou Peter Van Den Abeele.

“Mathieu van der Poel: 7 vezes Campeão Mundial de Ciclocross e vence Clássicas todos os anos”
A inclusão do Ciclocross nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2030 ainda está sob análise, mas permanece no radar. “Ainda não foi aprovado, mas não foi descartado”, admite Van Den Abeele.
E caso a aprovação aconteça, ele acredita que o efeito seria imediato: maior investimento dos países e mais jovens atraídos pela modalidade.
“Seria o passo rumo ao pleno reconhecimento do Ciclocross. As federações estariam então dispostas a investir.”
“Muito talento ainda se perde… Mathieu van der Poel prova que a combinação funciona: 7 vezes Campeão Mundial de Ciclocross e ainda vence Clássicas todos os anos”, finalizou o dirigente.
