Tadej Pogacar descreve vitória e revela surpresa com Visma, “eles não queriam trabalhar para vencer”, assista a entrevista
Após uma grande disputa Tadej Pogacar confirmou o favoritismo, com uma vitória incontestável no topo do Mûr de Bretagne, na 7ª etapa do Tour de France, assumindo a liderança da classificação geral e, com ela, a camisa amarela que estava nas mãos de Mathieu van der Poel, que perdeu contato com o grupo líder logo no início da subida final.

“Não foi perfeita, vamos esperar a confirmação de que João está ok”
Apesar do triunfo, Pogacar demonstrou preocupação imediata com o companheiro de equipe João Almeida, que sofreu uma queda nos quilômetros finais da etapa. Após a cerimônia do pódio, o líder da geral conversou com a ITV e fez questão de destacar o ocorrido.
Ao ser questionado se a vitória havia sido perfeita, Pogacar respondeu com cautela:
“Não foi perfeita, vamos esperar a confirmação de que João está ok. Ele foi para o raio-X e espero que ele esteja bem.”

“Aparentemente eles não queriam trabalhar para vencer a etapa”
A repórter também quis saber se a presença de adversários diretos, como Jonas Vingegaard e Remco Evenepoel, influenciou a decisão de Pogacar de não atacar mais cedo na subida de terceira categoria.
“Eu estava confiante no meu sprint. Especialmente porque eu tinha muitos colegas de equipe junto comigo. Eu esperava um pouco mais da Visma na chegada, com Matteo e Jonas (Jorgenson e Vingegaard), mas aparentemente eles não queriam trabalhar juntos para vencer a etapa.”

“Eu estava em uma posição de luxo, na roda do Remco”
O esloveno também revelou que pôde observar os movimentos dos rivais com tranquilidade antes de lançar seu ataque decisivo:
“Eu estava em uma posição de luxo, na roda do Remco (Evenepoel) e ao lado do Jhonatan, indo para o meu sprint. Isso foi perfeito para mim.”

Com a camisa amarela agora em seu poder, Pogačar foi questionado se há alguma etapa nos próximos dias em que corre risco de perdê-la.
“Vamos ver quem vai estar na fuga da 10ª etapa. Eu acho que é uma boa etapa para a fuga, mas ainda faltam três dias. Agora eu quero algo mais fácil e nós poderemos aproveitar a camisa amarela em dias mais tranquilos.”