Tadej Pogacar é o ciclista mais bem pago do mundo, Remco Evenepoel será o 2º, ultrapassando Jonas Vingegaard, confira o top 10
A transferência de Remco Evenepoel para a Red Bull Bora-hansgrohe levantou questionamentos sobre os reais motivos por trás da mudança. As melhores condições em busca do título do Tour de France, certamente pesou na decisão, mas o aspecto financeiro certamente também foi determinante.
Segundo diversas fontes, o belga, ainda na Soudal Quick-Step, será o 2º ciclista mais bem pago do mundo, atrás apenas da grande estrela da UAE Emirates-XRG, Tadej Pogacar.

Confira o ranking salarial no ciclismo profissional
Tadej Pogacar continua no topo
No primeiro lugar segue Tadej Pogacar, considerado o rosto mais valioso do ciclismo atual. Após renovar com a UAE Emirates-XRG até 2029, o esloveno recebe um salário anual estimado acima de 8 milhões de euros, podendo chegar a 12 milhões com os respectivos bônus por resultados alcançados.
Remco Evenepoel sobe ao 2º lugar
Segundo o jornal La Gazzetta dello Sport, o contrato de Evenepoel está avaliado em cerca de 8 milhões de euros por ano, garantindo-lhe a vice-liderança entre os mais bem pagos do pelotão.
Outras fontes, como a Velo, indicam que o salário-base pode ser um pouco menor, variando entre 6 e 7 milhões de euros, mas com bônus e prêmios de performance que podem elevar o valor total para mais de 20 milhões de euros ao longo dos três anos de contrato.

Jonas Vingegaard perde espaço
Jonas Vingegaard aparece em terceiro lugar, com ganhos anuais entre 4,5 e 5,5 milhões de euros em seu contrato com a Visma-Lease a Bike, válido até 2028.
A equipe holandesa tem a política de pagar menos às grandes estrelas, mas oferecer salários mais consistentes aos ciclistas de apoio, visando equilíbrio interno.

Wout Van Aert e Mathieu Van der Poel lado a lado
Na 4ª e 5ª posições surgem os dois ícones das clássicas: Wout van Aert (Visma-Lease a Bike) e Mathieu van der Poel (Alpecin-Deceuninck), ambos com vencimentos na faixa de 4 a 4,5 milhões de euros. Van Aert firmou em 2023 um contrato considerado vitalício com a Visma, enquanto Van der Poel está comprometido com a Alpecin até 2028.

Um detalhe importante: parte significativa do salário do holandês da Alpecin-Deceuninck vem diretamente de sua patrocinadora pessoal, a fabricante de bicicletas Canyon.
Primoz Roglic e Mads Pedersen em ascensão
Na 6ª colocação está Primoz Roglic, que após trocar a Jumbo-Visma pela Red Bull Bora-hansgrohe em 2024, obteve também um pequeno aumento salarial, passando a receber entre 3,5 e 4 milhões de euros por ano. Seu contrato vai até 2026.

Logo atrás aparece Mads Pedersen (Lidl-Trek), 7º do ranking, com ganhos de 2,5 a 3 milhões de euros. O dinamarquês, destaque nas clássicas e vencedor da Maglia Ciclamino no Giro d’Italia, também assinou recentemente um vínculo vitalício com a Lidl-Trek.

Pidcock, Bernal e Rodríguez fecham o top 10
As últimas três posições do top 10 trazem nomes que geram maior debate. Tom Pidcock, que deixou a INEOS para se juntar à Q36.5 Pro Cycling em 2024, recebe 2,5 milhões de euros anuais, com contrato válido até 2027.
Já Egan Bernal, que renovou em 2021 por cinco anos com a INEOS, antes do grave acidente, também garante 2,5 milhões por temporada.
Por fim, o espanhol Carlos Rodríguez, mantido pela INEOS após uma disputa com a Movistar, completa o top 10 com 2 milhões de euros anuais.

A disparidade salarial no pelotão
Enquanto as estrelas faturam cifras milionárias, a realidade é bem diferente para a maioria. Um capitão de equipe de alto nível ganha cerca de 1 milhão de euros por ano, enquanto gregários sólidos recebem entre 450 mil e 700 mil euros.
Já a média salarial de um ciclista do WorldTour varia entre 250 mil e 400 mil euros anuais. Os valores podem cair para menos de 150 mil euros no caso de jovens neoprofissionais. O piso salarial no WorldTour está em 42 mil euros, e em equipes profissionais, é ainda mais baixo.