Tadej Pogacar recebeu dez vezes mais que Pauline Ferrand-Prévot no Tour de France, diretora justifica valores, assista a entrevista

Tadej Pogacar recebeu € 500.000 em prêmios por sua vitória geral no Tour de France 2025. Já Pauline Ferrand-Prévot, campeã da edição feminina, foi recompensada com € 50.000 — uma quantia significativa, mas que representa apenas um décimo do prêmio entregue ao vencedor masculino.

Além da campeã, a vice Demi Vollering receberá € 25.000 e a terceira colocada, Katarzyna Niewiadoma, € 10.000. A 10ª colocada na classificação geral terá direito a € 1.500 adicionais.

No total, a premiação da edição feminina, o Tour de France Femmes avec Zwift, soma € 264.520. Em comparação, a edição masculina distribuiu aproximadamente € 2,3 milhões.

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“O ciclismo feminino era praticamente inexistente há quatro anos”

Apesar da disparidade, Marion Rousse, ex-ciclista profissional e diretora da prova feminina, considera os valores recebidos pelas atletas justos no contexto atual do esporte.

“Temos que reconhecer que o ciclismo feminino era praticamente inexistente há quatro anos”, disse Rousse em entrevista à Clapping Media.

Ela destaca que a discussão mais relevante no momento não é sobre o prêmio em dinheiro, mas sobre o avanço estrutural do ciclismo feminino, sobretudo com a introdução de salários mínimos e condições de profissionalização mais estáveis.

“Não havia salário. As mulheres eram profissionais, mas tinham que trabalhar à tarde para ganhar dinheiro. Acho que isso foi o mais importante: poder viver da sua paixão, em vez de focar em prêmios em dinheiro, que não constituem uma renda plena.”

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Marion Rousse

“Os prêmios do Tour de France Femmes são maiores do que os do Critérium du Dauphiné”

Rousse também pondera que a comparação direta com o Tour de France masculino não é ideal, considerando as diferenças estruturais entre os eventos. A edição feminina dura 9 dias, enquanto a masculina se estende por 3 semanas.

“Claro, é preciso comparar o que é comparável”, afirmou. “Se compararmos os prêmios, o do Tour de France Femmes avec Zwift é ainda maior do que o do Critérium du Dauphiné, para o mesmo número de dias de corrida.”

Marion Rousse também adverte contra um crescimento apressado da prova feminina: “Não devemos tentar crescer rápido demais. Antes de mais nada, precisamos consolidar a corrida, porque se o Tour parar no ano que vem, isso seria um desastre para o ciclismo feminino”.

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Salário mínimo como base da profissionalização

De acordo com Rousse, o verdadeiro progresso no ciclismo feminino veio com a introdução do salário mínimo. Atualmente, as ciclistas que integram equipes do WorldTour feminino têm direito a um salário mínimo bruto de € 38.000 por ano. Já nas equipes Pro Team, o valor mínimo é de € 20.000, com previsão de aumento para € 24.000 em 2027.

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