Tadej Pogacar utiliza misterioso sensor na Strade Bianche e gera debate entre especialistas “eles veem os dados um do outro”

Tadej Pogacar voltou a demonstrar sua superioridade nas estradas de cascalho da Toscana e conquistou de forma categórica a Strade Bianche 2026.

O bicampeão mundial atacou a 79 km da chegada, deixando todos os rivais para trás e seguindo sozinho até Siena, onde levantou os braços na Piazza del Campo para celebrar sua 4ª vitória na clássica italiana.

Enquanto celebrava a vitória em Siena, observadores notaram que Pogacar carregava um pequeno objeto preto posicionado logo abaixo da axila. A presença do dispositivo rapidamente gerou questionamentos entre os fãs e especialistas.

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É possível identificar o ponto preto logo abaixo da axila direita de Tadej Pogacar

Objeto misterioso gera curiosidade entre fãs e especialistas

Seria algum tipo de relógio? Um transmissor para fones de ouvido? Ou até mesmo um sensor fisiológico? Durante o Podcast Café Koers, do jornal Het Nieuwsblad, o ex-ciclista belga Thomas De Gendt comentou o assunto e levantou algumas hipóteses.

“Teoricamente, poderia ser um medidor de glicose ou lactato, mas isso não é permitido na corrida. Dados em tempo real também não são permitidos”, afirmou o belga Thomas De Gendt. “Então, provavelmente é um Whoop”, aposta o ex-ciclista.

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Thomas de Gendt ao centro

“Eles veem os dados um do outro no aplicativo

O Whoop é um dispositivo de monitoramento físico utilizado para registrar diferentes dados fisiológicos do atleta. Entre as métricas analisadas estão a variabilidade da frequência cardíaca, padrões de respiração e indicadores de recuperação.

O repórter de ciclismo do Het Nieuwsblad, Jan-Pieter De Vlieger, explicou no podcast que o equipamento já faz parte do cotidiano da equipe UAE Emirates. “Há também uma parceria entre a UAE Emirates e a Whoop”, afirma o repórter no podcast.

“Eu estava conversando sobre isso com o Tim Wellens (gregário de Pogacar) uma vez: eles realmente medem tudo e veem os dados um do outro no aplicativo. Por exemplo, o Tim viu no aplicativo que um colega de equipe havia dormido mal naquela noite. É muito abrangente.”

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Por que usar o dispositivo debaixo da axila

Outro ponto que despertou curiosidade foi a posição do dispositivo. Em vez de utilizá-lo no pulso, Pogacar optou por colocá-lo sob a axila. Segundo Thomas De Gendt, a escolha tem relação direta com ganhos aerodinâmicos, mesmo que mínimos.

“Por questões de aerodinâmica”, diz De Gendt. “Isso economiza de 1 a 2 watts. Ok, é mínimo e não fará muita diferença para Tadej Pogacar. ( risos ) Mas faz diferença, e como não tem tela, não importa onde você o use.”

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Ouça o Podcast completo (holandês)

1 comentário
  1. Avatar de João
    João Diz

    Eu diria que é porque a medição é mais fidedigna do que no pulso, especialmente a andar de bicicleta que há muitas vibrações

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