“Tadej Pogacar vai vencer os 5 Monumentos em 2026”, campeão da Strade Bianche aposta em mais um feito histórico do esloveno
Único italiano a vencer a Strade Bianche (2013) e sobrinho da lenda Francesco Moser, Moreno Moser encerrou sua carreira profissional precocemente, em 2019, aos 28 anos.
Desde então, tornou-se comentarista de ciclismo no Eurosport Italia. Em entrevista concedida ao jornal La Gazzetta dello Sport, o ex-ciclista fez uma análise franca sobre sua trajetória, o ciclismo moderno e, claro, sobre o maior nome da atualidade: Tadej Pogacar.

“Muitos me acusaram: ele não quer treinar”
Moreno Moser iniciou a entrevista sendo questionado sobre sua nova função, se comentar ciclismo é mais gratificante do que competir, Moser foi ponderado:
“Essa é uma pergunta difícil. Porque o ciclismo, quando você está bem e tudo está dando certo… eu não o trocaria por nada. A sensação de vitória, de se destacar, continua sendo o momento mais gratificante da minha vida.”

No entanto, ele admite que sofreu forte pressão durante a carreira e até mesmo após o encerramento de sua jornada como ciclista profissional. “Muitos me acusaram: ele não quer treinar, não se esforça muito. Ou pior: se ele era tão forte e depois parou, foi por causa do doping”.
“Amém: não me importo. Deixo quem quiser falar; quem quiser pensar assim pode continuar; é difícil mudar a opinião deles. Minha consciência está mais do que tranquila”, complementou o italiano.
“Descobri que fiz tudo errado“
Moser explicou os motivos que o levaram a encerrar a carreira tão cedo e fez uma forte autocrítica sobre sua preparação como atleta. “Descobri que fiz tudo errado. Vendo como os corredores treinam hoje em dia, como se alimentam, com uma abordagem muito mais científica… eu mudaria tudo”.
“Havia crenças no meio que eram difíceis de abandonar: quanto menos você come, melhor; quanto mais ‘exausto’ você chega em casa no final do treino, quase morrendo de fome, melhor… Tudo isso me prejudicou. Me deixou insensível. Fiquei doente muitas vezes.”

“Tadej Pogacar vencerá os 5 Monumentos em 2026“
Sobre as críticas de que a supremacia de Tadej Pogacar poderia tornar o ciclismo previsível, Moser discorda completamente: “De jeito nenhum. Campeões não são chatos. E Pogacar é puro deleite. Será que ele vai superar a todos? Sim, mas também estou interessado em ver quando e como”.
“E também estou impressionado com a superioridade mental dele em comparação aos outros ciclistas. Acho que ele pode fazer pelo menos mais duas ou três temporadas assim. Aliás, para 2026, eu apostaria em alguma coisa…”
Provocado a revelar sua aposta, Moser não hesitou e projetou o feito histórico: “Ele vencerá os 5 Monumentos: Sanremo, Flandres, Roubaix, Liège e Lombardia. Para todos, é impossível, para ele é ‘apenas’ muito difícil.”

“Lorenzo Finn pode vencer um Grand Tour”
Por fim, ao falar sobre quem pode ser o próximo italiano a vencer um Grand Tour, Moser apontou nomes promissores, mas com cautela.
“Olhando para o futuro, sem dúvida Lorenzo Finn, pela sua plenitude”, afirmou o comentarista, se referindo ao atual Campeão Mundial Sub-23, de apenas 18 anos e que está na Red Bull Bora-hansgrohe.
“Embora, quando chegar ao World Tour em 2027, encontrará um mundo completamente diferente. Mas até Giulio Pellizzari, se pensarmos bem… ele poderia vencer um Giro d’Italia, sim”, finalizou Moreno Moser.
