Tirreno-Adriatico 2026 tem percurso completo revelado, confira todas as etapas com grandes nomes já confirmados
A RCS Sport, organizadora da Tirreno-Adriatico, apresentou nesta sexta-feira todos os detalhes do percurso da 61ª edição da corrida, que será disputada entre os dias 9 e 15 de março de 2026.
Vencida por Juan Ayuso em 2025, a tradicional prova italiana terá 7 etapas, somando 1.170 km e um desnível acumulado de 15.550 metros, confirmando mais uma vez seu perfil seletivo e exigente.

Grandes nomes já confirmados
Para a Tirreno-Adriatico 2026, grandes nomes do WorldTour já estão confirmados. Isaac del Toro (UAE Emirates), Primoz Roglic e Jai Hindley (Red Bull Bora-hansgrohe), Wout van Aert e Matteo Jorgenson (Visma-Lease a Bike), além de Richard Carapaz (EF Education) e Arnaud de Lie (Lotto-Intermarché) são alguns dos nomes com presença garantida, na largada em Lido di Camaiore em 09 de março.

Confira todas as etapas da Tirreno-Adriatico 2026
1ª etapa – Lido di Camaiore › Lido di Camaiore (CRI – 11,5km)
A abertura da Tirreno-Adriatico 2026 será com um contrarrelógio individual totalmente plano, desenhado ao longo da orla marítima entre Camaiore e Viareggio. O traçado é formado por dois trechos praticamente retos, de ida e volta, com poucas curvas de ligação.
O único retorno em U está localizado no quilômetro 5,4, em Viareggio, onde acontece a tomada de tempo intermediária. Na sequência, os ciclistas retornam por uma estrada reta até Lido di Camaiore. O quilômetro final é marcado por uma curva em “S” antes da linha de chegada.

2ª etapa – Camaiore › San Gimignano (206 km)
A 2ª etapa já apresenta um perfil montanhoso e bastante exigente, sobretudo em sua metade final. A largada acontece em Camaiore, com passagem inicial por Montemagno, antes de o pelotão alcançar Pisa e seguir para a região de Livorno.
Após deixar o litoral na altura de Cecina, a corrida entra no interior da Toscana rumo a Pomarance. A subida pela estrada de Cerreto inclui diversos trechos com inclinações superiores a 10%.
O destaque final é um trecho de 5,3 km de cascalho nos arredores de San Gimignano. A chegada acontece no centro histórico da cidade, com uma curta rampa final de 15% logo na entrada.

3ª etapa – Cortona › Magliano de’ Marsi (225 km)
Com 225 quilômetros, a 3ª etapa será a mais longa de toda a edição. O percurso é marcado por uma sucessão de ondulações suaves, passando por áreas próximas a Todi e pela região de Marmore.
Apesar do perfil relativamente regular, o final exige atenção: nos últimos 15 km há uma subida gradual que conduz à reta final, com uma inclinação média em torno de 3%.

4ª etapa – Tagliacozzo › Martinsicuro (210 km)
A 4ª jornada começa de forma dura, com duas subidas clássicas dos Apeninos logo no início: Ovindoli e Valico delle Capannelle. Após essas dificuldades iniciais, uma longa descida leva o pelotão até Teramo.
A parte decisiva da etapa é marcada por uma sequência de subidas curtas e íngremes. Castellalto apresenta trechos próximos de 12%, seguido pela subida a Mosciano Sant’Angelo. A 12 km do fim surge a subida de Tortoreto via Badetta, cujo trecho final tem impressionantes 20% de inclinação. Uma descida antecede os cerca de 8 km planos até a chegada em Martinsicuro.

5ª etapa – Marotta/Mondolfo › Mombaroccio (186 km)
A 5ª etapa apresenta um sobe e desce constante. Após a largada em Marotta o trajeto entra na região do Rio Metauro, enfrentando subidas como Villa del Monte e Monterolo, antes da escalada do Monte delle Cesane, cujos quilômetros iniciais chegam a 15% de inclinação.
Depois de Saltara e Cartoceto, a corrida alcança Mombaroccio, onde os ciclistas entram em um circuito final de 21,6 km, percorrido duas vezes. O circuito inclui vários trechos ondulados e a difícil subida até o Santuário do Beato Santo, com o último topo situado a 1,5 km da chegada.

6ª etapa – San Severino Marche › Camerino (189 km)
A 6ª etapa é considerada uma das mais duras da prova, com inúmeras ascensões. O principal obstáculo é o Sassotetto (Valico di Santa Maria Maddalena), localizado aproximadamente na metade do percurso.
Na chegada a Camerino, o pelotão enfrenta a subida, antes de entrar em um circuito final de 18,6 km, que será percorrido duas vezes. Os últimos 3 km concentram a maior dificuldade, no Muro della Madonna delle Carceri, com rampas que alcançam 18%.

7ª etapa – Civitanova Marche › San Benedetto del Tronto (143 km)
A etapa final apresenta poucas dificuldades, favorecendo uma chegada em sprint. A largada ocorre ao longo da costa do Adriático, antes de o percurso seguir para o interior em direção ao Vale do Aso.
O trajeto inclui a subida até Montefiore dell’Aso e, após uma breve descida, a ascensão final até Ripatransone. Uma longa descida leva a Grottammare, onde os ciclistas entram em um circuito final de cerca de 15 km, a ser percorrido cinco vezes, até a chegada em San Benedetto del Tronto.
