“Todo mundo acha que é Tadej Pogacar” capitão da Itália prevê um Campeonato Mundial explosivo
A ausência de Tadej Pogacar na prova de estrada do Campeonato Mundial de Montreal deixa a disputa pelo título muito mais aberta. Depois de 2 anos em que o roteiro parecia praticamente definido — ataques de Tadej Pogačar, uma longa escapada individual e a vitória do esloveno —, as seleções precisarão adaptar suas estratégias.
Entre as equipes que podem surpreender está a Itália, que terá Giulio Pellizzari (Red Bull Bora-hansgrohe) e Giulio Ciccone (Lidl-Trek) como principais referências.
Giulio Pellizzari desistiu da Vuelta pensando no Mundial
Em entrevista ao canal Bici.Pro, Giulio Pellizzari revelou que chegou a considerar seriamente a possibilidade de disputar a Vuelta a España. No entanto, a decisão de abrir mão da competição acabou permitindo que chegasse mais descansado à reta final da temporada e ao Mundial de Montreal.
“Eu realmente pensei nisso”, disse Pellizzari sobre a possibilidade de participar da Vuelta. “Antes da Vuelta a Burgos (4 a 8/8), a ideia de disputar a Vuelta reacendeu algo dentro de mim que eu não sentia há tempos.”
ADepois de conversar novamente com seu treinador e com pessoas próximas, o italiano concluiu que não disputar a Vuelta seria a melhor opção para preparar os últimos compromissos do ano.
“Acho que foi a decisão certa”, disse ele. “Considerando como as corridas aconteceram, funcionou bem. Estou 100% satisfeito com a escolha.”
“Se alguém for mais forte, trabalharei por ele“
A seleção italiana terá diferentes cartas para a prova de elite. Além de Giulio Pellizzari e Giulio Ciccone, a equipe contará com Christian Scaroni (XDS Astana), Davide Piganzoli (Visma-Lease a Bike), Alberto Bettiol (XDS Astana), Matteo Trentin (Tudor), Mattia Cattaneo e Lorenzo Finn (Red Bull-Bora-hansgrohe).
“Temos um time forte e muitas opções, precisaremos usá-las bem”, analisa Pelizzari.
Pellizzari também deixa claro que está disposto a colocar seus interesses pessoais em segundo plano caso outro italiano esteja em melhores condições.
“O bem da seleção vem antes do individual. Se alguém for mais forte, trabalharei por ele, como sempre fiz. Temos que tentar trazer uma medalha para casa.”
“O Mundial vai explodir logo após a largada”
O ciclista da Red Bull-Bora-hansgrohe acompanhou de perto o GP de Montreal ao lado de Davide Piganzoli e acredita que o Mundial poderá apresentar uma dinâmica bastante agressiva desde os primeiros quilômetros.
“Assisti com o Piganzoli. Jantamos juntos com outros ciclistas. Foi a primeira vez que vi essa corrida; nunca tinha visto antes, e pareceu bem difícil.
“Sabemos que Del Toro, Seixas e Evenepoel são os favoritos. Mas acho que haverá outros ciclistas para ficar de olho. Estou pensando em Ben Healy e também Quinn Simmons. Por outro lado, 273 km é outra coisa: será uma corrida linda e espetacular, e certamente vai explodir logo após a largada”.
“Todo mundo acha que é o Pogacar”
A ausência de Pogačar também altera as expectativas sobre o comportamento dos adversários. Para Pellizzari, muitos ciclistas podem estar partindo do princípio de que a corrida será disputada como se o esloveno ainda estivesse presente, mas isso não significa que outro corredor possa simplesmente assumir seu papel.
“Todo mundo acha que é o Pogačar. Mas ninguém sabe que só existe um Pogačar”, finalizou o italiano, que depois do Mundial competirá no Campeonato Europeu, na Tre Valli Varesine e na Il Lombardia para encerrar a temporada.