Tom Pidcock duplica número de vitórias em apenas 6 meses e aposta tudo na Vuelta a España “talvez eu possa almejar um top 10”
Tom Pidcock (Q36.5) não participará do Campeonato Mundial de Mountain Bike, que será realizado em Valais, Suíça, entre 9 e 14 de setembro.
Campeão mundial em 2023, 3º colocado no ano passado e bicampeão olímpico na modalidade, Pidcock abrirá mão da disputa para focar na Vuelta a España (23.08 a 14.09).

“É uma pena, eu adoraria disputar com Mathieu van der Poel”
“É uma pena, porque eu adoraria participar, especialmente para disputar com Mathieu van der Poel. Mas quero me concentrar mais na estrada, e estamos nos reconstruindo com a nossa equipe. Então, faz sentido para mim correr a Vuelta”, explicou Pidcock ao jornal holandês De Telegraaf.

Britânico duplica número de vitórias em apenas 6 meses na Q36.5
A decisão de priorizar a estrada vem rendendo resultados em 2025. Desde sua chegada à Q36.5 com 5 vitórias, Pidcock já dobrou esse número em apenas 6 meses.
No último sábado, ele venceu uma etapa na Arctic Race of Norway e, no início do ano, faturou 2 etapas e a classificação geral no AlUla Tour, além de uma vitória na Ruta del Sol. Ele também foi segundo na Strade Bianche, atrás de Tadej Pogacar, e 3º na La Flèche Wallonne.

Comparação com Mathieu Van der Poel
Pidcock reconheceu na entrevista ao canal holandês, que busca na estrada o que Mathieu Van der Poel quer no MTB. O ciclista da Alpecin-Deceuninck já brilhou no Cyclo-Cross e na estrada, e sonha com uma medalha no MTB, especialmente no Mundial.
“Mathieu pode não estar se divertindo muito no MTB, mas se ele se dedicar a algo, você sabe que ele vai conseguir”, afirmou o britânico.

“Talvez eu possa almejar um top 10 na Vuelta”
Apesar de se considerar “brincalhão” como Van der Poel, Pidcock admite que será preciso conter um pouco esse espírito para brigar por resultados na Vuelta a España. “Meu contrarrelógio ainda precisa melhorar muito, mas talvez eu possa almejar um top 10″.
“Estar no pódio de um Grand Tour seria incrível, mas vencer um Grand Tour é a coisa mais difícil do mundo para mim. Eu sei como é vencer uma corrida de um dia, mas um Grand Tour? Ufa, essa é outra história.”
