Tom Pidcock impressiona a Pinarello Q36.5 “francamente, o cara não consegue perder em nada”

O diretor da Pinarello Q36.5, Doug Ryder, concedeu uma entrevista ao canal Domestique onde analisou o impacto da chegada de Tom Pidcock à equipe, com o britânico assumindo a posição de principal ciclista do time suíço.

Ryder destacou que Pidcock rapidamente assumiu um papel central no projeto da equipe, influenciando até mesmo em discussões com patrocinadores e descrevendo-o como “um líder em todos os sentidos da palavra”.

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Tom Pidcock é a figura central da Pinarello Q36.5

“Francamente, o cara não consegue perder em nada”

Como exemplo, o dirigente relembrou o recente Training Camp em altitude no Chile. “Os ciclistas não tinham nada melhor para fazer à noite do que conversar e criar laços, então acabaram jogando pôquer e outros jogos de cartas, e todas as vezes Tom ganhava. Francamente, o cara não consegue perder em nada. Ele é extremamente competitivo.”

O diretor ressaltou também a influência do britânico na evolução coletiva da equipe. “Tom melhorou toda a nossa organização”, afirmou Ryder ao Domestique.

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Doug Ryder

“Com a Q36.5, com a Pinarello, com todos os nossos parceiros, ele os pressiona ao limite para superar a concorrência em inovação, assim que o produto é desenvolvido, ele garante que chegue a todos os ciclistas da equipe”.

“Vejo isso muito raramente em líderes no esporte e no ciclismo, mas ele se vê como responsável por assumir um papel de liderança para apoiar a equipe como um todo”, complementou o diretor.

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“Agora muitos ciclistas entram em contato conosco”

A presença de Pidcock também alterou a dinâmica do mercado para a equipe, refletida em uma série de reforços importantes. Entre os 10 novos nomes contratados estão Fred Wright, Quinten Hermans, Sam Bennett e Eddie Dunbar, que será o líder da formação no Giro d’Italia em maio.

“Acabou a época em que tínhamos que bater de porta em porta”, diz Ryder. “Agora, muitos ciclistas entram em contato conosco, para saber se há alguma oportunidade, o que é ótimo.”

Segundo o dirigente, o britânico demonstra estar mais confortável assumindo o papel de principal estrela do time. “Acho que ele não conseguiria fazer isso em outras equipes”, diz Ryder.

“Ele não tinha esse tipo de liberdade e confiança, e essas duas coisas são importantes para o Tom. Nesta equipe, ele pôde exercer essa liberdade e essa responsabilidade que lhe demos, e ele a abraçou de todo o coração.”

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Emils Liepins, Tom Pidccock e Mark Donovan durante a Vuelta a Murcia 2026

Tom nunca quer ouvir ‘nosso objetivo é não perder tempo'”

O planejamento da temporada 2026 foi facilitado pelo desempenho 3m 2025, quando a equipe garantiu convites automáticos para todas as provas do WorldTour.

Assim, Pidcock terá uma primavera intensa, iniciando nos paralelepípedos da Omloop Nieuwsblad no próximo sábado, passando pela Strade Bianche e a Milan–Sanremo. No entanto, o grande objetivo da temporada, porém, será o retorno ao Tour de France em julho.

“O Tour é o Tour, então se ele puder arriscar no início e vencer uma etapa, ele fará isso”, diz Ryder. “O que eu adoro no Tom é que ele nunca quer ouvir em uma reunião da equipe é ‘Nosso objetivo é não perder tempo’. Tom quer que a gente dispute corridas, e se você olhar para a Vuelta, nós disputamos corridas todos os dias.”

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Pidcock acelera forte na Clásica Jaén. O britânico finalizou a prova na 2ª posição

“Para o Tour de France a classificação geral está nos planos”

Embora a classificação geral esteja no horizonte, a equipe pretende manter uma abordagem que prioriza as vitórias em etapas. “Para o Tour de France, a aspiração à classificação geral está nos planos, mas não é o foco principal”.

“Tom gosta de vencer, e vimos isso na Vuelta. Se houver uma etapa que lhe seja favorável, ele vai tentar. E, claro, se ele sobreviver e ainda conseguir uma boa classificação geral, então, é claro, ele vai tentar.”

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Tom Pidcock ataca Jonas Vingegaard na 11ª etapa da Vuelta 2025

Ryder relembrou ainda o desempenho surpreendente na Vuelta como exemplo do potencial do projeto. “Na Vuelta, dissemos que o top 10 era uma meta e o top 5 era o sonho, e acabamos no pódio, o que nos deixou completamente extasiados. Então, para o Tour, vamos ver o que acontece. Vamos aproveitar as oportunidades”, finalizou o diretor.

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