Tom Pidcock revela pedido de desculpas de João Almeida “ele me pediu desculpas, não guardo ressentimentos”, assista o vídeo
O britânico Tom Pidcock, (Q36.5), segue mostrando força na 80ª edição da Vuelta a España. Aos 26 anos, o britânico ocupa a 4ª colocação da classificação geral e, após a 10ª etapa disputada nesta terça-feira, analisou sua performance em uma entrevista ao canal oficial da competição.
Além de comentar em detalhes os aspectos da etapa, Pidcock revelou o pedido de desculpas de João Almeida (UAE Emirates-XRG), ressaltando que não guarda mágoas do episódio, que aconteceu na 9ª etapa, no domingo.

“Quanto mais eu fizer isso, mais confiança terei”
Pidcock foi questionado se ainda está em fase de observação frente aos principais rivais. “Hum, não. Acho que eu, sabe, hoje eu meio que recuei em relação ao outro dia. Então, quanto mais eu fizer isso, mais confiança terei, para ser honesto.”
O britânico também destacou que vem se sentindo cada vez mais forte. “Sim, quero dizer, me sinto super bem. Você sabe quando eu me sinto bem, depois de uma performance como a que fiz antes do dia de descanso, no domingo” (a 9ª etapa, quando finalizou na 2ª posição).
“Quer dizer, sim, isso me enche de confiança. Então, hoje (nesta terça-feira) também me senti bem. Quanto mais isso acontece, melhor eu me sinto.”

“João Almeida me pediu desculpas, não guardo ressentimentos”
O britânico também comentou o momento de tensão vivido com João Almeida e explicou que o português já pediu desculpas.
“Acho que ele, hum, bem, ele esclareceu o comentário outro dia. Ele me pediu desculpas. Ele disse ‘desculpe’ nas palavras dele, eu não levo nada no coração. Isso foi o calor do momento. Eu também já disse coisas para as pessoas antes, sabe, então não guardo ressentimentos.”

Expectativas para a etapa desta quarta-feira
Ao ser perguntado sobre a 11ª etapa, Pidcock afirmou que estudou o percurso e espera grandes dificuldades. “Hum, sim, eu dei uma olhada. Quer dizer, eu não verifiquei completamente, mas, sim, eu acho que vai ser difícil, com certeza.”
Ainda sobre a chegada da 10ª etapa, nesta terça-feira o britânico detalhou a experiência da subida final. “Foi super rápida, mas não foi tão difícil para quem estava de roda, para ser honesto. Mas, sim, existiam muitos corpos cansados. Você pode ver isso pelo tamanho do pelotão”.

Giro e Vuelta no mesmo ano “eu não estava descansado”
Pidcock também falou sobre sua preparação para a Vuelta, lembrando da diferença em relação ao Giro. “Nós meio que sabíamos que o Giro era uma probabilidade, mas eu disse, sabe, para mudar meus planos. Sabe, eu faço o mesmo programa com as clássicas”.
“Então, obviamente, sim, este ano foi demais. Eu não estava descansado. Eu não estava pronto. Mas este ano é diferente.” No final, Pidcock foi perguntado sobre quem mais o impressionou durante a etapa. Sua resposta foi direta: “Hum, Jay Vine.”