“Tom Pidcock pertence ao grupo atrás de Tadej Pogacar” treinador de Pidcock anuncia a presença do britânico no Tour de France
Após sua mudança para a Q36.5 Pro Cycling, Tom Pidcock adotou uma estratégia diferente em sua carreira: deixar de lado o Mountain Bike e o Ciclocross, decidindo priorizar o ciclismo de estrada.
Essa aposta revelou-se bem-sucedida, com diversas 5 vitórias ao longo da temporada e, sobretudo, terminando na 3ª posição da Vuelta a España. O resultado desperta expectativas ainda maiores para o próximo ano, quando o Tour de France deverá ser seu foco principal.

“Tom Pidcock provou que pertence ao grupo logo atrás de Pogacar”
De acordo com o treinador do ciclista britânico, Kurt Bogaerts, Pidcock deu provas de que está entre os grandes nomes do ciclismo mundial. “Acho que Tom mostrou durante todo o ano que pertence ao grupo atrás de Pogacar”, declarou Bogaerts ao canal Velo.
“Vimos isso na Strade Bianche e, mesmo sem Pogacar na Vuelta, vimos que Tom tem uma coragem renovada para lutar com esses ciclistas. Acho que ele sentia falta disso. Agora temos que ver aonde isso pode levá-lo”.

A Strade Bianche foi um dos momentos-chave da temporada, quando Pidcock atacou com decisão e teve apenas o campeão mundial esloveno à sua frente.
“Ao competir de igual para igual com os melhores ciclistas durante todo o ano, Tom ganhou a confiança de que poderia potencialmente vencer, partindo daquela posição em um bom dia. Isso foi importante para ele mais tarde na temporada e no futuro”.

“Devemos receber os convites para o Tour de France em 2026”
O desempenho de Pidcock não rendeu frutos apenas para sua carreira, mas também fortaleceu consideravelmente a posição da Q36.5 Pro Cycling no cenário internacional.
“A equipe deu um grande passo à frente na última temporada e agora estamos em uma posição em que devemos receber todos os convites para o Tour de France em 2026”, afirma Bogaerts.

“O objetivo deve ser vencer uma etapa no Tour novamente”
Assim, o grande objetivo de 2026 para Pidcock é claro: brilhar no Tour de France. Segundo Bogaerts, o planejamento para essa jornada já está em andamento, baseado na experiência da Vuelta:
“Precisamos abordá-lo da mesma forma que fizemos para a Vuelta. Foi uma classificação geral em que tudo correu muito bem, mas não acho que esse deva ser o foco principal no futuro.”
Ainda assim, o treinador é cauteloso quanto suas ambições: “O objetivo deve ser vencer uma etapa no Tour novamente e depois ver como a corrida se desenvolve. Terminar entre os 10 primeiros, como almejávamos na Vuelta, deve ser facilmente combinado com uma vitória de etapa.”

“O Mountain Bike e o Ciclocross exigiam muita capacidade mental”
Embora tenha direcionado seus esforços para as corridas de estrada, Pidcock não se desligou das modalidades em que construiu sua reputação, como o Mountain Bike, o Ciclocross e o Gravel.
“Foi o primeiro ano de Tom com um foco muito maior nas provas de estrada. E isso me deu muita confiança de que ele ainda pode progredir bastante. Ele ainda é bem jovem. Até este ano, seu foco era competir no Off-Road.”
O britânico também parece ter renovado seu entusiasmo ao abraçar novos desafios: “Seus objetivos no Mountain Bike e no Ciclocross exigiam muita capacidade mental”.
“Mas agora que ele alcançou muitos desses objetivos, ele tem uma vontade renovada de experimentar algo diferente. Ele tem energia renovada para dar tudo de si na estrada”, finalizou Kurt Boagerts.
