Tom Pidcock quebra recorde do século XXI, britânico registra marca histórica na Noruega, assista o vídeo

À primeira vista, a subida norueguesa de Målselv pode parecer simples: 3,7 km a 8,1% de inclinação, com picos de 10%, percorrida em pouco mais de 8 minutos.

No entanto, durante a Arctic Race of Norway, realizada na semana passada, o trecho foi palco de um feito inédito no ciclismo do século XXI, protagonizado por Tom Pidcock (Q36.5), que registrou números impressionantes e entrou para a história.

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Arctic Race: palco de desempenhos extraordinários

A Arctic Race já tem histórico de performances marcantes. Em 2022, Remco Evenepoel protagonizou um desempenho notável em watts por quilo, em disputa direta com Jay Vine. Desta vez, o cenário foi outro, com uma subida diferente e o duelo entre Pidcock e Corbin Strong.

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Remco Evenepoel em 2022

Tom Pidcock com 7,91 W/kg em 8min 16seg

O britânico escalou Målselv com 7,91 W/kg em 8min 16seg, seguido de perto por Strong, com 7,82 W/kg. Segundo análise do site especializado Lanterne Rouge, este foi “o melhor esforço curto do século XXI”.

Do 3º ao 18º colocado, todos registraram esforços entre 7,33 e 7,64 W/kg, revelando o altíssimo nível físico dos ciclistas do WorldTour.

Condições ideais para um recorde

Um fator decisivo para esses números excepcionais foi a natureza da etapa: extremamente fácil antes da subida final, a ponto de ser considerada por alguns mais leve que um “dia de treino”.

Corbin Strong, por exemplo, gastou 2.278 quilojoules a um ritmo de 8,17 kJ/kg/hora ao longo de 4h25, o que levou ciclistas a classificarem o percurso como “talvez a etapa profissional mais fácil da história do ciclismo europeu”. O resultado foi um pelotão com pernas descansadas, criando o “cenário perfeito para algo incomum”.

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O duelo final

Na 3ª etapa, Pidcock, Strong, Christian Scaroni, Clément Champoussin e outros se enfrentaram pela vitória. O britânico da Q36.5, passou à frente a 1,5 km do fim, sendo momentaneamente ultrapassado por Nick Schultz. Logo em seguida, Pidcock atacou novamente, deixando todos para trás, exceto Strong.

Mesmo com a pressão e o aproveitamento do vácuo, o britânico venceu a etapa. No entanto, perdeu a classificação geral para Strong, que acumulou mais segundos de bônus em sprints nas demais etapas.

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Comparação com grandes marcas da história

Apesar do feito, Pidcock não superou o recorde absoluto de esforços curtos, pertencente ao russo Evgeni Berzin (Gewiss-Balan), que na Euskal Bizikleta de 1995 registrou 8,50 W/kg em 4:46, superando Alex Zülle e Alberto Elli.

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Marco Pantani ainda com grandes números

Outro marco foi o desempenho de Marco Pantani, no Tour de France de 1995, onde, em altitude média, venceu Miguel Induráin e Bjarne Riis por um segundo, com 7,62 W/kg em 8:59.

Mais recentemente, durante a era Froome, Joaquim Rodríguez alcançou 7,88 W/kg em 6:46 na Vuelta a España de 2012, batendo Alberto Contador, Alejandro Valverde e Chris Froome.

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Marco Pantani, em Mende em 14 de Julho de 1995

Assista o vídeo de Tom Pidcock

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