Tour de France 2025: Prévia da 12ª etapa, com chegada no Hautacam, onde Jonas Vingegaard largou Tadej Pogacar em 2022
As montanhas voltam a dominar o Tour de France nesta quinta-feira, na 12ª etapa da competição, que totaliza 180km e 3.850 metros de desnível acumulado. Os ciclistas deixarão a cidade de Auch com destino ao Hautacam, uma das subidas mais temidas da corrida.
O início da etapa será relativamente tranquilo, com os primeiros 90 km praticamente planos. É nesse trecho que os ciclistas encontrarão a primeira subida categorizada, a Côte de Labatmale, com 1,3 km a 6,3% de inclinação. Embora curta e pouco intimidante, essa subida marca a transição do terreno plano para o ambiente montanhoso.

Col du Soulor marca o início da batalha
Logo após o topo da Labatmale, uma descida de pouco mais de 3km leva os ciclistas até o sprint intermediário, marcado para a cidade de Bénéjacq. Neste ponto, os velocistas podem dar o dia por encerrado, pois a sequência de subidas eliminarão qualquer possibilidade de vitória em sprint.
A verdadeira batalha, porém, começa mesmo após os 122 km de percurso, quando o pelotão chega a Ferrières. Nesse ponto, os ciclistas já estarão em subida constante, o que marca o início do exigente Col du Soulor, com 11,8 km de extensão e uma média de 7,3% de inclinação.

Próximo desafio o Col des Bordères
Após a descida técnica, os corredores enfrentam de imediato o Col des Bordères, uma subida curta, com 3,1 km, mas bastante constante, mantendo 7,7% de inclinação até suavizar ligeiramente próximo ao topo.
Depois disso, o pelotão desce rumo ao grande final: a temida subida a Hautacam. Embora a descida inclua um pequeno trecho de subida, o foco está mesmo nos 13,5 km finais, com uma média de 7,8% de inclinação.

Hautacam: o fantasma de Tadej Pogacar
A escalada final não perdoa. O Hautacam já começa com intensidade, mas é depois da metade que se torna brutal. Os quilômetros 8, 9 e 11 chegam a ultrapassar 10% de inclinação média, e devem testar os líderes da classificação geral.

Jonas Vingegaard deixou Tadej Pogacar para trás em 2022
É uma subida longa, irregular e exigente e para Tadej Pogacar, que já sofreu neste local em 2022, finalizando 1min 04seg atrás de Vingegaard, representa um reencontro com um de seus grandes fantasmas no Tour de France.

A etapa promete ser um divisor de águas na luta pela camisa amarela. Com subidas sucessivas, altimetria desafiadora e uma chegada em alto tão simbólica quanto decisiva, quinta-feira nos Pireneus tem tudo para ser inesquecível.
