Tour de France 2026: Jonas Vingegaard atualiza sua situação após fratura e descreve a queda “minha roda dianteira derrapou” assista os vídeos
A participação de Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike) no Tour de France 2026 chegou ao fim neste domingo de forma dramática. O dinamarquês sofreu uma forte queda a 22 km da chegada da 15ª etapa, fraturou a clavícula e foi obrigado a abandonar a competição.
Após a confirmação da lesão, Vingegaard falou ao canal dinamarquês TV2 Sport, onde explicou como aconteceu o acidente, comentou seu estado de saúde e revelou os próximos passos de sua recuperação.

“Felizmente é apenas uma clavícula quebrada”
Mesmo decepcionado com o desfecho de sua campanha no Tour de France, o bicampeão demonstrou tranquilidade ao avaliar seu estado físico. “Estou surpreendentemente bem”, disse Vingegaard à emissora dinamarquesa TV2 no domingo à noite.
“Obviamente, é muito decepcionante para nós sermos forçados a sair assim, e que o Tour termine desta forma. Mas isso faz parte do ciclismo. Felizmente, é apenas uma clavícula quebrada.”
Questionado sobre o que fará agora, Vingegaard confirmou que retornará para casa antes de passar pela cirurgia. “Vou para casa e depois preciso de uma cirurgia na clavícula, porque está quebrada, então precisa de uma operação para ficar bem novamente.”

“Me deram alguns analgésicos, está tudo bem”
O dinamarquês explicou que sua prioridade imediata foi conversar com a família e com a equipe para organizar os próximos passos de sua recuperação.
“Acabei de conversar com a minha família. Isso foi o mais importante para mim. Traçamos um plano para o que precisa ser feito e conversamos com a equipe. Não adianta baixar a cabeça, só piora a situação.”
Apesar da fratura, Vingegaard afirmou que a dor está sob controle graças à medicação recebida após o acidente. “Sim, um pouco. Consigo sentir. Me deram alguns analgésicos, então está tudo bem”.
“Minha roda dianteira derrapou”
Ao relembrar o acidente, o ciclista explicou que perdeu o controle da bicicleta ao entrar rapidamente em uma rotatória, sem possibilidade de evitar a queda.
“A gente entrou nessa rotatória um pouco rápido demais e minha roda dianteira derrapou. Não consegui fazer nada, e é assim que as corridas de ciclismo são às vezes. É muito frustrante, para ser sincero”.
Vingegaard também comentou sobre a presença da moto da organização, mas evitou responsabilizá-la diretamente pelo acidente.
“Talvez a moto (da organização que ia à frente do pelotão) tenha cometido um erro, mas não podemos confiar nas motos. Temos que usar nosso próprio discernimento. As pessoas cometem erros e não podemos mudar isso agora”, admite o dinamarquês à TV 2 Sport.

“Controle antidoping certamente não ajudou em nada“
O dinamarquês também foi questionado se o controle antidoping realizado às 2h da manhã, poucas horas antes da etapa, poderia ter influenciado sua queda.
“Bem, é claro que certamente não ajudou em nada, pode-se dizer. Se essa é a causa, não me atrevo a prever. Não quero atribuir a culpa a isso, porque é ciclismo”, encerrou Jonas Vingegaard.