Tour de France 2026: Prévia da 13ª etapa, fuga terá oportunidade na etapa mais longa da edição e com desafiadora montanha final
Depois de duas jornadas decididas em sprint, o Tour de France 2026 muda de cenário nesta sexta-feira com a disputa da 13ª etapa. Será o percurso mais longo de toda a edição, com largada em Dole e chegada em Belfort, após um trajeto de 205 km e 2.400 metros de altimetria.
Embora o percurso apresente montanhas, o perfil indica uma grande oportunidade para os especialistas em fugas, enquanto os principais candidatos ao GC devem a controlar a corrida sem grandes ataques, antes das duríssimas etapas de sábado e domingo.

Col des Croix é o primeiro desafio do dia
Os primeiros 137 km da etapa são relativamente tranquilos até a chegada ao sprint intermediário em Mélisey. A partir desse ponto, o terreno começa a ganhar inclinação. Logo após Servance, os ciclistas enfrentam o Col des Croix (5,1 km a 4,8%).
Apesar de não ser difícil, a montanha representa o primeiro ganho significativo de altitude do dia e marca o início da parte decisiva da etapa.

Ballon d’Alsace, a montanha final
Após uma curta descida e um trecho de vale, o pelotão encara a tradicional subida de 1ª categoria, Ballon d’Alsace (8,9 km a 6,9% e 8% máx), a principal dificuldade do dia e não deve representar um grande obstáculo para os favoritos ao título. O topo da montanha está localizado a cerca de 30 km da chegada.

Depois do topo, após aproximadamente 13 km de descida, a estrada segue em leve declive desde Giromagny até os quilômetros finais, restando cerca de 17 km até a linha de chegada em Belfort, cenário que pode favorecer o sucesso de uma fuga bem organizada.

Favoritos à vitória
A tendência é que a vitória fique entre integrantes da fuga, em um tipo de etapa aguardado por diversos atacantes. Entre os principais candidatos está Richard Carapaz (EF Education). Além de Carapaz, a equipe pode apostar em Alex Baudin, Sean Quinn e Ben Healy, formando um dos grupos ofensivos mais fortes do Tour.

Outra equipe bastante preparada para buscar a vitória é a XDS Astana, que conta com Sergio Higuita, Harold Tejada e Simone Velasco, todos capazes de aproveitar uma fuga vencedora.
Pela Netcompany INEOS, as principais alternativas são Thymen Arensman, Tobias Foss e Kévin Vauquelin.

Diversas equipes apostam em seus especialistas
A Soudal Quick-Step dispõe de Louis Vervaeke e Valentin Paret-Peintre, enquanto a Jayco AlUla chega com várias possibilidades, entre elas Luke Plapp, Mauro Schmid, Ben O’Connor e até Michael Matthews, caso o desenvolvimento da corrida favoreça um grupo reduzido.
A Uno-X Mobility também apresenta boas alternativas, com Magnus Cort, Tobias Halland Johannessen e Anthon Charmig.
Já a Movistar pode apostar em Raúl García Pierna, Pablo Castrillo, Jefferson Cepeda e Javier Romo.

Outros nomes que podem surpreender
A Lotto-Intermarché terá Lennert Van Eetvelt, escalador que também possui boa velocidade para um sprint em grupo reduzido.
Na Cofidis, as esperanças recaem sobre os espanhóis Alex Aranburu e Ion Izagirre, enquanto a Groupama-FDJ aposta em Romain Grégoire, além de contar com Guillaume Martin.

Outros nomes que podem brigar pela vitória são Michael Storer (Tudor), Jordan Jegat (TotalEnergies), Frank van den Broek e Warren Barguil (Picnic PostNL), além dos escaladores Abel Balderstone e Joel Nicolau, da Caja Rural-Seguros RGA.