UAE Emirates dá detalhes sobre a queda de Tadej Pogacar “ele estava bebendo água”, assista o vídeo
O diretor da UAE Team Emirates-XRG, Joxean Fernández Matxín, concedeu uma entrevista ao jornal espanhol MARCA e revelou novos detalhes sobre a forte queda sofrida por Tadej Pogacar durante a 8ª etapa da Vuelta a España.
Segundo Matxin, um detalhe pode ajudar a entender como o acidente aconteceu. O esloveno estava bebendo água e, naquele momento, segurava o guidão com apenas uma mão quando encontrou o obstáculo no asfalto.
“Não sabemos se foi uma GoPro ou uma pedra, ele estava bebendo água”
O espanhol inicia falando sobre a situação mental de Pogacar. “Ele está f*did*, completamente f*did*. Ele estava liderando a corrida, a caminho de uma Vuelta a España que, em teoria, se coisas assim não tivessem acontecido, poderíamos ter encarado com otimismo. Infelizmente, é um obstáculo no caminho, como na vida em geral”, iniciou Matxin.
“Não sabemos se foi uma GoPro, uma pedra (alguns canais afirmam que Tadej Pogacar poderia ter batido em uma câmera GoPro). O que é certo é que ele estava bebendo água com uma mão, então tinha só uma mão no guidão”, revela o diretor.
A situação era absolutamente normal dentro do pelotão. Pogacar seguia em ritmo tranquilo quando encontrou um objeto no caminho. Com apenas uma mão no guidão, teve pouquíssimo tempo para reagir ao imprevisto.
“Era um momento de tranquilidade, e veja só… Seis ciclistas passaram entre a pedra, e ele tocou na GoPro”, relatou Matxin.
Uma diferença de poucos centímetros acabou mudando completamente os rumos de uma corrida na qual Pogacar parecia ter a situação sob controle.
“Estamos perdidos, completamente perdidos. Ele estava liderando a corrida, a caminho de uma Vuelta a España que, em teoria, se coisas assim não tivessem acontecido, poderíamos ter encarado com otimismo. Infelizmente, é um obstáculo no caminho, como na vida em geral”, reconheceu Matxin.
“Não poderia estar mais orgulhoso dos rapazes”
Matxin destacou principalmente a atitude dos companheiros do esloveno depois da queda. Os ciclistas esperaram uns pelos outros e cruzaram a linha de chegada juntos, em uma etapa que, do ponto de vista esportivo, havia perdido grande parte de seu significado para a equipe.
“Todos os ciclistas estavam esperando, chegando com minutos, 14, 10 ou 5 minutos de atraso… Não poderia estar mais orgulhoso do comprometimento e da atitude dos rapazes”, afirmou.
O diretor também resumiu o novo momento vivido pela equipe com uma declaração simbólica: “Uma porta se fecha, a porta para o melhor ciclista do mundo, e a porta para a melhor equipe do mundo se abre.”
Sem Pogacar, a disputa pela classificação geral deixou de ser uma prioridade. Assim, a equipe pretende compensar a perda do seu principal líder com uma postura ofensiva nas etapas restantes.
“Temos que ser combativos, atacar. Perdemos a classificação geral, mas temos cada vitória e cada dia é uma oportunidade”, explicou Matxin.
“Temos a melhor equipe do mundo, precisamos provar isso”
Enquanto a equipe redefine seus objetivos na Vuelta, Pogacar continua seguindo o protocolo médico estabelecido após a queda. Segundo Matxin, o esloveno ainda precisa aguardar 24 horas, segundo o protocolo de concussão, antes de passar pela cirurgia. Somente depois do procedimento será possível apresentar uma previsão mais precisa sobre seu período de recuperação.
A mensagem transmitida aos ciclistas foi direta: reconhecer o apoio demonstrado ao líder em um dos momentos mais difíceis de sua carreira e reforçar que a competição ainda não terminou.
“Não temos o melhor ciclista do mundo, mas ainda temos a melhor equipe do mundo, e precisamos provar isso”, afirmou Matxin.
Apesar da necessidade de aceitar a situação, o diretor da UAE Emirates-XRG não escondeu a frustração com tudo o que aconteceu. “Estou f*did*. No fim, o que acontece, acontece, e não há nada que possamos fazer a não ser aceitar”, encerrou o basco.