Volta a Portugal: prévia da 8ª etapa, jornada com montanha final desafiadora colocará sprinters à prova

A 8ª etapa da Volta a Portugal 2026, apresentará nesta sexta-feira, um percurso de 166 km entre Melgaço e Fafe, marcado por constantes subidas e descidas e um acumulado de 2.830 metros de altimetria, antes da Etapa Rainha que acontecerá no sábado.

O trajeto conta com duas montanhas categorizadas, mas outras ascensões não classificadas também poderão ter influência no desenvolvimento da corrida.

Embora a etapa não apresente uma dureza extrema, a subida à Penha, em Guimarães, localizada a apenas 20 km da chegada, poderá ser determinante para o resultado final.

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Início veloz até o Alto de Espinheiro

Logo após a largada, os ciclistas encontrarão um trecho relativamente plano, com a primeira meta volante em Monção, apenas 15 km depois. A característica inicial do percurso deverá favorecer um ritmo elevado e tornar a formação da fuga uma tarefa bastante disputada.

Após aproximadamente 45 km, surgirá a primeira subida categorizada do dia, o Alto de Espinheiro, com 5,1 km a 4,6%.

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Subidas sucessivas

Depois de uma curta descida, o pelotão voltará imediatamente a enfrentar uma nova ascensão, desta vez em Paredes de Coura, com 4,1 km a 5,8%. Apesar de não ser categorizada, a subida poderá provocar cortes e desgastar os principais velocistas.

Na sequência, uma longa descida levará os ciclistas a mais duas metas volantes. A primeira estará localizada no quilômetro 90, em Ponte de Lima, enquanto a segunda acontecerá no quilômetro 124, em Braga.

A decisão na Penha

A 14 km do final, os ciclistas enfrentarão o grande desafio da etapa: a subida à Penha, em Guimarães. A ascensão terá aproximadamente 6 km a 6,3% e rampas máximas de 7,6%.

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Chegada também será em subida

Por estar tão próxima da linha de chegada, a Penha poderá dificultar consideravelmente o trabalho das equipes interessadas em uma chegada ao sprint. Os ataques dos candidatos à vitória poderão surgir justamente nesse ponto, enquanto os velocistas puros precisarão limitar as perdas para continuar na disputa.

Além disso, os últimos 2,4 km antes da chegada em Fafe acontecerão em um trecho ascendente, acrescentando mais uma dificuldade aos sprinters e podendo favorecer ciclistas capazes de suportar as subidas e ainda manter velocidade nos metros finais.

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Favoritos à vitória

Com o pelotão desgastado após 7 etapas, e com a Etapa Rainha da competição acontecendo no dia seguinte, a 8ª etapa da Volta a Portugal pode oferecer uma oportunidade única aos sprinters que consigam resistir as montanhas, caso a Anicolor/Campicarn permitir que uma fuga prospere.

O líder da Classificação por Pontos, Rui Oliveira (UAE Emirates) surge como um grande nome. O ciclista segue em busca de sua vitória na competição e provavelmente tentará entrar na fuga da etapa em busca do triunfo. Seu colega de equipe Julius Johansen também pode surpreender em uma fuga bem sucedida.

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Rui Oliveira segue em busca de uma vitória na Volta a Portugal

O percurso se adapta muito bem ao argentino Tomas Contte (Aviludo – Louletano – Loulé), que já chegou perto da vitória (3º na 2ª e 3ª etapas) e pode tentar repetir o feito de 2024.

Outros dois ciclistas com potencial de sucesso são Francisco Campos e Carlos Salgueiro (Team Tavira / Crédito Agrícola) e Daniel Cavia (Burgos Burpellet BH).

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Francisco Campos venceu a 1ª etapa da competição e pode repetir o feito nesta sexta-feira

Além deles merecem atenção Fábio Costa (Feira dos Sofás – Boavista), Axel van der Tuuk (Euskaltel – Euskadi) e Tiago Antunes (Efapel).

Apesar disso, a Anicolor/Campicarn pode trabalhar para Santiago Mesa ou Rafael Reis. O contrarrelogista registra 11 vitórias na história da competição e pode tentar surpreender nesta sexta-feira.

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Santiago Mesa (dir.) bateu Daniel Cavia para vencer a 2ª etapa da competição
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