Vuelta a España 2025: Prévia da 13ª etapa, duelo de Jonas Vinegaard e João Almeida no temível Alto de l’Angliru
A Vuelta a España 2025 entra em um dos momentos mais aguardados nesta sexta-feira, com a disputa da 13ª etapa. O grande destaque é a chegada no mítico Alto de l’Angliru (12,4km a 9,8%), conhecido como uma das subidas mais duras do ciclismo mundial.
O percurso começa em Cabezón de la Sal, e os ciclistas terão pela frente 202 km de prova, acumulando cerca de 4.000 metros de desnível até o topo do Angliru.

Sequência de subidas após início plano
Os primeiros 140 km planos podem favorecer tentativas de fuga, mas a história mostra que é um desafio enorme conquistar a mítica montanha assim: apenas Kenny Elissonde, em 2013, conseguiu vencer após uma fuga antecipada.
Alto La Mozqueta
A corrida ganha contornos decisivos a partir do km 147, quando restam 55 km até a meta. O primeiro obstáculo é o Alto la Mozqueta, com 6,4 km a 8,2%, já suficiente para desgastar as pernas antes do grande final.

Alto del Cordal
Depois, vem o Alto del Cordal, tradicional “porta de entrada” para o Angliru. Apesar da fama de preparação, essa escalada é um verdadeiro desafio: 5,5 km a 8,9% após quase 180 km de prova. Os últimos 1,5 km a 11% são ideais para ataques, e não será surpresa se a Visma-Lease a Bike tentar endurecer o ritmo aqui para aumentar o desgaste dos rivais.

Descida antes do temível Alto de l’Angliru
Do topo do Cordal até o sopé do Angliru, há apenas 8 km descida íngreme. Esse curto intervalo de recuperação será o último suspiro antes da escalada final.
A montanha decisiva da etapa já começa exigente, com trechos iniciais entre 8% e 9% de inclinação. A partir do sexto quilômetro da subida, o cenário muda radicalmente: são 6km a uma média brutal de 13,4%, um dos trechos mais severos do ciclismo. Nos 300 metros finais, a inclinação suaviza levemente, mas o desgaste acumulado torna a chegada um teste extremo de resistência e estratégia.

Duelo entre Jonas Vingegaard e João Almeida no colosso das Astúrias
Entre favoritos, Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike) é o mais esperado. O dinamarquês tem uma relação especial com o Angliru: em 2020, trabalhou como gregário de Primoz Roglic, ajudando-o a limitar as perdas diante de Richard Carapaz, e em 2023 esteve perto de triunfar, mas acabou cedendo a vitória ao próprio Roglic.

No entanto, Vingegaard terá concorrência de peso. João Almeida (UAE Emirates-XRG) é o grande desafiante e as constantes inclinações podem favorecer a potência do português de Caldas da Rainha, que já provou sua consistência ao terminar em 6º no Angliru em 2023.

Além de Almeida, equipe também deposita esperanças em Juan Ayuso e Jay Vine, que já venceram na competição. Tom Pidcock (Q36.5), vem confirmando seu talento em subidas e aparece como outro forte candidato ao pódio.

Além deles, especialistas em montanha como, Mikel Landa, Lorenzo Fortunato e Santiago Buitrago enxergam na brutalidade do Angliru a chance de brilhar. Escaladores consistentes como Felix Gall, da Decathlon AG2R, e Matthew Riccitello, da Israel-Premier Tech, também veem a etapa como uma oportunidade rara para ganhar tempo e escalar posições na classificação geral.