Vuelta a España 2025: Prévia da 7ª etapa, 4 montanhas categorizadas prometem muita ação na classificação geral
Depois da chegada a Andorra na quinta-feira, o pelotão deixará o pequeno estado já no dia seguinte para enfrentar uma etapa desafiadora da Vuelta a España.
O percurso da 7ª etapa terá como ponto de partida Andorra la Vella, e chegada em Cerler. Huesca La Magia, após 188 km, 4 montanhas categorizadas e mais de 4.200 metros de Altimetria

O início será marcado por uma leve descida antes da primeira grande dificuldade do dia, que surge de imediato no percurso.
Port del Cantó: a primeira grande escalada
Com 13,2 km percorridos, os ciclistas encaram o Port del Cantó, uma das subidas mais longas da etapa, com quase 25 km de extensão. Apesar da inclinação média de 4,4%, os números não refletem a dureza real do desafio.
Os 6 primeiros quilômetros são especialmente exigentes, com uma inclinação constante em torno de 8% e trechos que chegam a 13%. Depois desse setor inicial, a subida se torna irregular, alternando rampas com pequenas descidas, até alcançar o cume a 1.742 metros de altitude.

Mais dificuldades pela frente: Creu de Perves e Coll de l’Espina
Após a longa descida do Port del Cantó e um curto trecho de vale, os ciclistas terão pela frente a escalada ao Puerto de la Creu de Perves. São 5,7 km com uma média de 6,3% de inclinação, um esforço intenso antes da próxima dificuldade.

Na sequência, vem o Coll de l’Espina, também classificado como subida de 2ª categoria. Apesar de ter uma inclinação média um pouco mais suave, de 5,5%, sua extensão de 7,1 km garante mais desgaste. Do topo, ainda restam mais de 30 km até o início da subida final, em um terreno longe de ser plano.

Sprint em Benasque e a subida decisiva
Em Benasque, haverá um sprint intermediário, que poderá mexer na disputa por pontos. Logo depois, o pelotão enfrentará o grande desafio do dia: a subida de Celar, que decide a etapa.
São 12,1 km com inclinação média de 5,8%, mas, apesar dos números aparentemente moderados, a subida é bastante traiçoeira. O percurso é dividido em três setores íngremes separados por duas pequenas descidas.
As duas primeiras partes são as mais severas, com rampas que chegam a 14%. Após a última descida curta, a estrada volta a subir com força antes de suavizar levemente rumo ao cume, onde será definida a vitória.

Favoritos à vitória na 7ª etapa da Vuelta a España
Uma nova dinâmica após a troca da camisa vermelha
A etapa promete mais uma batalha intensa nas montanhas, mas com um cenário diferente do enfrentado na quinta-feira.
O motivo está na liderança da prova. Enquanto Jonas Vingegaard e sua Visma-Lease a Bike não mostraram interesse em controlar a camisa vermelha, a situação é distinta para a Bahrain Victorious, equipe de Torstein Traeen, que deve lutar para mantê-la.

Principais candidatos à vitória
Entre os favoritos, a situação de Jonas Vingegaard ainda é cercada de incertezas, mas quem tem chamado atenção é Giulio Ciccone (Lidl-Trek), que vem apresentando uma postura agressiva.

Pela UAE Emirates-XRG, Jay Vine chega motivado após vencer a etapa anterior e vestir a camisa de montanha, o que lhe garante vantagem em pontos. Já seu colega de equipe, Marc Soler, aparece bem posicionado na classificação geral e pode receber liberdade.
No entanto, as atuações dos líderes da equipe deixaram impressões com João Almeida mostrando bom rendimento, enquanto Juan Ayuso teve uma performance bem abaixo do esperado.

Outros nomes de destaque
Além dos protagonistas, alguns ciclistas mostraram força ao se manterem próximos de Vingegaard e Ciccone, reforçando suas ambições na prova.
Entre eles estão Egan Bernal (INEOS Grenadiers), Felix Gall (Decathlon AG2R), Giulio Pellizzari, Jai Hindley (Red Bull-BORA-Hansgrohe), Matteo Jorgenson, Sepp Kuss (Visma-Lease a Bike), Antonio Tiberi (Bahrain Victorious), Matthew Riccitello (Israel-Premier Tech) e Tom Pidcock (Q36.5).