Vuelta a España 2025: Prévia da 3ª etapa, rampa final testará os sprinters em etapa curta
A 3ª etapa da Vuelta a España leva o pelotão de San Maurizio Canavese até Ceres, em uma jornada de apenas 134,6 km. Com previsão de cerca de 3 horas de prova, trata-se de mais uma jornada curta, mas que reserva emoção até os metros finais.
Início controlado e primeira subida
Após a largada, os ciclistas enfrentam alguns trechos de ganho de elevação, mas sem grandes dificuldades nos primeiros 60 km.
A partir daí, surge o Puerto Issaglio, de 2ª categoria com 5,8 km a 6.6%. Apesar da classificação, a escalada não deve causar grandes danos ao grupo principal.

Terreno ondulado até os 30 km finais
Depois do Issaglio, o percurso segue em um constante sobe e desce até a aproximação de Ceres. Os ciclistas ainda terão pela frente uma curta subida de 3 km a 5%, além de um trecho ascendente até Corio, sem categoria oficial.
Na marca dos 30 km finais a estrada se torna plana e direta em direção a Ceres, preparando o terreno para a decisão.

Rampa final decide a etapa
O grande desafio do dia está reservado para o final. Em Ceres, os ciclistas encontram uma subida de 2,6 km a 4,2%, com um trecho nos últimos 400 metros, onde a inclinação chega a 7%.
Esse desfecho pode ser duro demais para velocistas puros, mas promete um confronto aberto entre sprinters resistentes e puncheurs. Para tornar as coisas ainda mais desafiadoras, existem três curvas fechadas nesses quilômetros finais.

Favoritos à vitória em Ceres
A etapa que termina em Ceres parece feita sob medida para Mads Pedersen. O dinamarquês da Lidl-Trek é um especialista em finais explosivos, sobretudo quando o sprint acontece em subidas ligeiramente inclinadas. No entanto, a disputa promete ser intensa, já que seus rivais não estão dispostos a facilitar sua vitória.

INEOS aposta em dupla forte
Entre os adversários, a INEOS Grenadiers pode se destacar com uma dupla bastante competitiva: Ben Turner e Filippo Ganna. A equipe britânica tem força suficiente para surpreender, seja apostando em uma chegada conjunta ou explorando diferentes cenários na reta final.

Jasper Philipsen, o maior rival
O principal desafiante de Pedersen é, mais uma vez, Jasper Philipsen. O belga da Alpecin-Deceuninck mostrou que consegue se adaptar bem a finais exigentes e certamente tem condições de disputar a vitória no sprint em Ceres.

Outros nomes a observar
Além dos favoritos, outros ciclistas também merecem atenção. Tom Pidcock (Q36.5 Pro Cycling), Finn Fisher-Black (Red Bull-BORA-hansgrohe) e o português Ivo Oliveira (UAE Emirates XRG) podem se inserir na disputa e aproveitar qualquer oportunidade para surpreender.
