WADA proíbe polêmico método denunciado por Jonas Vingegaard, procedimento como diagnóstico continua permitido

A Agência Mundial Antidoping (WADA) incluiu oficialmente um método polêmico, utilizado por equipes do WorldTour, em sua Lista de Métodos Proibidos em uma publicação oficial, nesta quinta-feira.

A “Reinalação de monóxido de carbono (CO)” passa a ser classificada como prática de melhoria de desempenho, segundo a seção M1.4 do Código, com início previsto para 2026.

Apesar disso, o órgão deixou claro que a decisão não implica em uma proibição completa, o uso do gás para fins diagnósticos continuará permitido.

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Rebreather de CO da Detalo Health, usado pelas principais equipes do World Tour

Utilização por equipes do WorldTour

A discussão sobre o uso do monóxido de carbono ganhou força durante o Tour de France de 2024, quando surgiram relatos de que equipes como Israel-Premier Tech, Visma-Lease a Bike e UAE Team Emirates estariam utilizando o gás em avaliações de treinamento.

Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike), abordou o tema em entrevista ao jornal Le Monde, no início da temporada, destacando a necessidade do combate às práticas, consideradas por ele, como injustas.

Ele admitiu que sua equipe, utilizava o método, mas apenas para fins diagnósticos. Outras equipes, porém, estariam utilizando o monóxido de carbono para melhorar o desempenho de maneira sistemática, segundo Vingegaard.

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Polêmica surgiu durante o Tour de France 2024

UAE Emirates utilizaria o método como diagnóstico

A UAE Emirates chegou a admitir a utilização, entretanto o procedimento não seria contínuo, mas restrito a testes específicos. “É um teste de dois ou três minutos em que você inspira e expira com um balão”, explicou Tadej Pogacar no início deste ano.
“Isso é repetido depois de duas semanas para ver como você reage à altitude”, complementou o esloveno.

“Potencial para estimular produção de glóbulos vermelhos”

A decisão da WADA reflete a preocupação sobre o uso do monóxido de carbono no ciclismo profissional. Embora, na época, não houvesse evidências conclusivas de melhora direta no desempenho, o potencial do CO para estimular a eritropoiese — produção de glóbulos vermelhos — levantou preocupações sobre manipulação em esportes de elite.

“O uso não diagnóstico de monóxido de carbono (CO) foi adicionado aos Métodos Proibidos como uma nova seção, M1.4”, declarou a WADA em seu comunicado oficial. “Ele pode aumentar a eritropoiese sob certas condições.”

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Uso diagnóstico segue permitido

Apesar da restrição, a WADA ressaltou que aplicações médicas diagnósticas continuam liberadas. Essas práticas são usadas para avaliar a massa total de hemoglobina ou a capacidade de difusão pulmonar, auxiliando equipes a medir volume sanguíneo e monitorar adaptações fisiológicas decorrentes do treinamento em altitude.

“A redação atual foi escolhida para diferenciar entre o uso ilícito e a ingestão resultante de processos naturais de combustão (por exemplo, fumar), do ambiente (por exemplo, gases de exaustão) ou de procedimentos diagnósticos”, explicou a WADA.

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