Giro d’Italia enfrenta até 17 horas de viagem para a sequência da competição, conheça a complexa logística que inclui passagem pela Grécia

O Giro d’Italia não terá competição nesta segunda-feira, porém isso não significa tranquilidade à caravana da prova. Depois de 3 etapas na Bulgária, toda a estrutura da prova iniciou sua transferência rumo à Itália, para o restante da competição.

Além dos ciclistas, a movimentação envolve equipes, organizadores, jornalistas, ônibus, caminhões, bicicletas e todo o aparato necessário para que a Corsa Rosa funcione diariamente.

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Pelotão do Giro d’Italia com a bandeira da Bulgária ao fundo

Da Bulgária à Calábria

A Grande Partenza realizada na Bulgária já previa um dia inteiro reservado para essa mudança de país. Após deixarem o litoral do Mar Negro e as ruas de Sofia, os integrantes do Giro seguem rumo à Calábria, tendo Catanzaro como base, antes da realização da 4ª etapa, nesta terça-feira.

Ao contrário de um tradicional dia de descanso, com recuperação no hotel, massagens e treinos leves, esta jornada é marcada por aeroportos, longas horas na estrada e uma logística bastante exigente.

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Filippo Ganna utilizou máscara durante a viagem rumo à Itália

Jonas Vingegaard tenta reduzir os efeitos da viagem

Grande parte do pelotão, entre eles Jonas Vingegaard, embarcou ainda na noite de domingo em um voo saindo de Sofia, com o objetivo de economizar tempo e minimizar os impactos do deslocamento.

Mesmo assim, o dinamarquês demonstrou preocupação com a viagem. “Eu preferia evitar essa viagem, e levarei minha máscara e álcool em gel”, afirmou ele ao canal Feltet.

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Jonas Vingegaard utilizando máscara durante a viagem rumo à Itália

Jornada “carro-balsa-carro” com 17 horas de duração e passagem pela Grécia

Se para os ciclistas a transferência já é cansativa, o desafio principal recai sobre os profissionais que trabalham nos bastidores.

Parte das equipes iniciou a jornada no fim da noite de domingo, saindo de Sofia até Tessalônica, na Grécia, em um percurso de aproximadamente 300 km. Dali, seguiram de balsa para a Itália, até Brindisi após cerca de 9 horas de travessia.

Na sequência, completaram o trajeto até Catanzaro, local da largada da 4ª etapa, enfrentando mais 370 km por estrada. Somando o trecho rodoviário na Bulgária, a travessia marítima e a etapa final em solo italiano, alguns integrantes das equipes enfrentaram aproximadamente 17 horas de viagem.

Uma operação exaustiva, mas essencial para garantir que o Giro d’Italia retome suas atividades na terça-feira em território italiano, dando continuidade à disputa do Giro d’Italia 2026.

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