Giro d’Italia enfrenta até 17 horas de viagem para a sequência da competição, conheça a complexa logística que inclui passagem pela Grécia
O Giro d’Italia não terá competição nesta segunda-feira, porém isso não significa tranquilidade à caravana da prova. Depois de 3 etapas na Bulgária, toda a estrutura da prova iniciou sua transferência rumo à Itália, para o restante da competição.
Além dos ciclistas, a movimentação envolve equipes, organizadores, jornalistas, ônibus, caminhões, bicicletas e todo o aparato necessário para que a Corsa Rosa funcione diariamente.

Da Bulgária à Calábria
A Grande Partenza realizada na Bulgária já previa um dia inteiro reservado para essa mudança de país. Após deixarem o litoral do Mar Negro e as ruas de Sofia, os integrantes do Giro seguem rumo à Calábria, tendo Catanzaro como base, antes da realização da 4ª etapa, nesta terça-feira.
Ao contrário de um tradicional dia de descanso, com recuperação no hotel, massagens e treinos leves, esta jornada é marcada por aeroportos, longas horas na estrada e uma logística bastante exigente.

Jonas Vingegaard tenta reduzir os efeitos da viagem
Grande parte do pelotão, entre eles Jonas Vingegaard, embarcou ainda na noite de domingo em um voo saindo de Sofia, com o objetivo de economizar tempo e minimizar os impactos do deslocamento.
Mesmo assim, o dinamarquês demonstrou preocupação com a viagem. “Eu preferia evitar essa viagem, e levarei minha máscara e álcool em gel”, afirmou ele ao canal Feltet.

Jornada “carro-balsa-carro” com 17 horas de duração e passagem pela Grécia
Se para os ciclistas a transferência já é cansativa, o desafio principal recai sobre os profissionais que trabalham nos bastidores.
Parte das equipes iniciou a jornada no fim da noite de domingo, saindo de Sofia até Tessalônica, na Grécia, em um percurso de aproximadamente 300 km. Dali, seguiram de balsa para a Itália, até Brindisi após cerca de 9 horas de travessia.
Na sequência, completaram o trajeto até Catanzaro, local da largada da 4ª etapa, enfrentando mais 370 km por estrada. Somando o trecho rodoviário na Bulgária, a travessia marítima e a etapa final em solo italiano, alguns integrantes das equipes enfrentaram aproximadamente 17 horas de viagem.
Uma operação exaustiva, mas essencial para garantir que o Giro d’Italia retome suas atividades na terça-feira em território italiano, dando continuidade à disputa do Giro d’Italia 2026.