Campeonato Mundial de Contrarrelógio: Campeão Europeu critica percurso “muito esburacado, 6 de 10”, assista o vídeo
O suíço Stefan Küng inicia neste domingo o Campeonato Mundial de Contrarrelógio entre os nomes apontados como candidatos a uma vaga no pódio.
Depois de reconhecer o percurso neste sábado, o ciclista concedeu entrevista ao CyclingProNet, na qual falou sobre sua decisão de deixar antecipadamente a Vuelta a España e também avaliou de forma crítica as características do traçado em Montreal, dando eco às falas do Staff de Remco Evenepoel.
Abandono da Vuelta a España
Küng admitiu que não foi fácil abandonar um Grande Tour antes de sua conclusão, especialmente após venceu o contrarrelógio da 18ª etapa, mas explicou que a decisão foi tomada em conjunto com sua equipe, pensando na preparação para o Mundial.
“Sempre é triste perder o final de um Grande Tour. Eu fui para casa por 2 dias para ver minha família também. Estamos novamente duas semanas aqui em Montreal. Caso contrário, teria sido uma viagem de 6 semanas”.
“Como eu não tinha muito o que ganhar no final de semana, decidimos junto com o time que era melhor, que eu saísse um pouco mais cedo, me recuperasse para estar pronto para amanhã (hoje).”
“É uma estrada muito esburacada”
Questionado sobre a possibilidade de ter mantido o nível de forma apresentado durante a Vuelta a España, Stefan Küng mostrou confiança na preparação realizada.
“Sim, acho que sim. Como eu disse, consegui me recuperar bastante bem. Cheguei aqui segunda-feira, então tive tempo suficiente para me acostumar ao fuso horário e tudo mais. Então, sim, me sinto pronto.”
Apesar de se apresentar em boas condições físicas, Küng fez ressalvas ao percurso do Mundial. O suíço reconheceu que algumas partes do traçado são interessantes, mas destacou principalmente os problemas encontrados no início do percurso.
“Sim, algumas partes não são muito legais, especialmente a primeira parte. Pode ser técnico, é uma estrada muito esburacada. É bastante complicado em algumas partes.”
Na avaliação do suíço, o trecho central é consideravelmente melhor e oferece condições mais favoráveis para os especialistas da disciplina.
“No entanto, a parte do meio é realmente boa. Então, eu diria que é um 6 de 10”, finalizou Stefan Küng.