Campeonato Mundial: Tom Pidcock acusa Isaac del Toro de trabalhar para McNulty “são da mesma equipe”, assista o vídeo

Tom Pidcock concedeu uma entrevista logo após a conclusão da prova de estrada do Campeonato Mundial de Ciclismo, que aconteceu neste domingo em Montreal. O britânico terminou na 7ª colocação, a 14 segundos do vencedor, Brandon McNulty, resultado que não traduz completamente o seu desempenho ao longo da corrida.

Antes da largada, Pidcock afirmou que esta poderia ser uma das maiores oportunidades de sua carreira para conquistar a camisa arco-íris. Mesmo sofrendo uma queda durante a prova, ele permaneceu entre os protagonistas e continuou lutando pelas primeiras posições, conforme declarou ao Eurosport.

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Tom Pidcock e Mathias Vacek sofreram uma queda no início do circuito final

“Isaac está na mesma equipe de Brandon McNulty”

Ao comentar sua atuação, Pidcock reconheceu que o acidente teve influência no desenrolar da corrida, especialmente na fase decisiva. “Sim, a queda definitivamente não ajudou. Teve uma perseguição (ao líder Brandon McNulty), mas taticamente foi muito difícil no final” inicia Pidcock.

“Eu estava com pernas realmente muito boas, honestamente, mas para fazer a diferença e abrir vantagem com o vento do jeito que estava, com a equipe dos EUA e com o Matteo Jorgenson…” analisa Pidcock.

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Tom Pidcock tenta acelerar após o ataque de Brandon McNulty, com Ben Healy e Matteo Jorgenson na roda

Segundo Pidcock, Isaac também estaria trabalhando para beneficiar o líder Brandon McNulty, que atacou a 33 km do final e se encaminhava à vitória, já que os dois ciclistas fazem parte da UAE Emirates.

“Ele estava super forte assim que o Brandon atacou. E obviamente o Isaac que também está na mesma equipe. Seria super difícil fazer a diferença ali no final, depois de 6 horas”, afirmou Tom Pidcock, com um leve sorriso demonstrando ironia.

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“Ninguém queria trabalhar naquele grupo“

Apesar da frustração com o resultado, Pidcock afirmou ter ficado satisfeito com o nível apresentado por suas pernas e mostrou confiança em novas oportunidades no futuro.

“Fiquei meio decepcionado, honestamente, mas de novo, estou bem feliz com as minhas pernas e, sabe, ainda tenho mais anos para tentar.”

Questionado sobre a possibilidade de ter feito algo diferente nos momentos finais, Pidcock descartou arrependimento.

“Não acho que eu poderia ter feito muito mais. Foi muito difícil. Ninguém queria trabalhar junto naquele grupo e sim, esperar e apostar tudo na última volta ou tentar algo. Acho que foi complicado.”

O britânico manteve a mesma avaliação ao concluir sua análise sobre a corrida, ressaltando que tomou as decisões que considerava possíveis diante das circunstâncias. “Não tenho arrependimentos. Fiz o que pude.”

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