Ciclista da Red Bull Bora é expulso da Vuelta a Burgos e amplia histórico de polêmicas
Gianni Moscon (Red Bull Bora-Hansgrohe) foi expulso da Vuelta a Burgos 2026, acrescentando mais um episódio disciplinar a uma trajetória marcada por diversas polêmicas.
O italiano, de 32 anos, concluiu normalmente a 3ª etapa nesta quinta-feira, mas acabou sendo posteriormente excluído pelos comissários da prova.

Cartão amarelo e perda de pontos UCI
De acordo com o relatório oficial, Moscon infringiu o regulamento 2.12.007 da UCI, artigo 8.2.1, referente à conduta imprópria durante uma competição ou em relação a outros ciclistas. Até o momento, a organização não revelou qual foi exatamente o comportamento que motivou a punição.
Além da desclassificação, Gianni Moscon recebeu um cartão amarelo, o segundo na temporada de 2026, e foi penalizado com a perda de 50 pontos no ranking da UCI.
Um histórico marcado por polêmicas
O episódio na Vuelta a Burgos se soma a uma longa lista de incidentes envolvendo Gianni Moscon ao longo da carreira. Em 2017, quando defendia a Team Sky, o italiano foi suspenso por 6 semanas após fazer comentários racistas contra Kévin Reza durante o Tour de Romandie.
No ano seguinte, Moscon foi expulso do Tour de France depois que imagens da transmissão televisiva mostraram o ciclista agredindo Élie Gesbert na 15ª etapa da prova. Como consequência, a UCI aplicou uma suspensão de 5 semanas.

Outro caso de grande repercussão ocorreu em Kuurne-Bruxelas-Kuurne, em 2020. Na ocasião, Moscon foi desclassificado por arremessar uma bicicleta na direção de Jens Debusschere após uma queda. Após o incidente, o italiano foi filmado demonstrando hostilidade ao rasgar seus dorsais.
Motivo da punição segue desconhecido
A nova desclassificação voltou a colocar Gianni Moscon em evidência no cenário do ciclismo internacional. Entretanto, apesar da decisão dos comissários, a natureza exata do incidente que levou à exclusão do italiano da Vuelta a Burgos ainda não foi divulgada oficialmente.