Gigante do mercado de ciclismo vive a maior crise de sua história e demite 40% de seus funcionários
A tradicional empresa italiana Campagnolo, referência mundial no ciclismo há quase um século, atravessa um dos períodos mais delicados desde sua fundação.
Segundo revelou o jornal canadense Le Devoir, a marca acumulou prejuízos de 24 milhões de euros nos últimos três anos, resultado que desencadeou uma profunda reestruturação.

Diminuição de 40% na força laboral
Com 92 anos de história e reconhecida por sua excelência, a Campagnolo foi obrigada a reduzir drasticamente seu quadro de funcionários. Ao todo, 120 dos 300 postos de trabalho foram eliminados, uma diminuição de 40% na força laboral.
A empresa, que forneceu equipamentos para a equipe COFIDIS em 2025, após um ano ausente no WorldTour, viu sua patrocinada ser rebaixada ao status de ProTeam para 2026, o que diminui ainda mais sua exposição no mercado, onde foi dominante até os anos 1980.
Desde então a marca italiana tem enfrentado dificuldades para competir com gigantes do setor, como a japonesa Shimano e a americana SRAM, que ampliaram seu alcance global e capacidade de inovação.

Investimentos insuficientes e aposta em tecnologia para frear declínio
Mesmo recebendo um aporte financeiro de cerca de US$ 16 milhões entre 2024 e 2025, a situação não se estabilizou. A administração declarou que o fluxo de caixa já não permitia manter as operações e as demissões foram inevitáveis para evitar um colapso ainda maior.
Ainda que a crise seja profunda, a Campagnolo busca reafirmar sua identidade como fabricante de alta performance. A marca tenta reconquistar o mercado com o lançamento de novos grupos wireless.
Entre eles está o novíssimo Super Record 13, “o grupo eletrônico com freio á disco mais leve do mundo”, criado para destacar novamente sua expertise técnica.

Com essa estratégia, a empresa pretende mostrar que ainda é capaz de competir com seus rivais históricos e manter vivo o legado construído ao longo de quase um século de inovação no ciclismo.