“Jonas Vingegaard poderia ter ido à Lua que não venceria Tadej Pogacar” campeão da montanha do Tour contesta declaração de Jonas Vingegaard

Jonas Vingegaard atribuiu recentemente ao desgaste provocado por sua participação no Giro d’Italia parte das dificuldades que enfrentou para acompanhar Tadej Pogačar no Tour de France, antes de abandonar a competição após uma queda na 15ª etapa.

“É evidente que é difícil disputar o Giro e, de repente, tornar-se explosivo”, disse Vingegaard. A explicação, porém, não convenceu seu compatriota Michael Rasmussen, bicampeão da Classificação de Montanha do Tour de France.

O ex-ciclista questionou duramente a justificativa do líder da Visma-Lease a Bike e afirmou que sua participação no Giro não explicaria o fracasso do dinamarquês.

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“Desculpa esfarrapada, eles tiveram o mês inteiro para prepará-lo”

Durante uma coletiva de imprensa realizada na semana passada, no Tour da Dinamarca, Vingegaard admitiu que a preparação para o Tour pode ter sido direcionada para as características erradas do percurso.

“Talvez tenhamos interpretado mal o Tour deste ano”, disse Vingegaard. “Nos concentramos em me fortalecer nas subidas mais longas. Olhando para trás, talvez devêssemos ter prestado mais atenção ao percurso e percebido que eu precisava de mais explosão.”

Rasmussen, no entanto, rejeitou essa avaliação e considerou que a equipe teve tempo suficiente para corrigir essa característica entre o Giro e o Tour. “Parece uma desculpa esfarrapada. Eles tiveram o mês inteiro entre o Giro e o Tour para torná-lo mais explosivo”, afirmou Rasmussen ao Viaplay.

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Vingegaard concedeu a entrevista durante o Tour da Dinamarca na semana passada

“Ele não saiu do Giro d’Italia cansado

O ex-ciclista também colocou em dúvida a possibilidade de o Giro d’Italia ter deixado Vingegaard excessivamente desgastado. “Ele não saiu do Giro cansado, considerando a forma dominante como venceu a prova”, disse Rasmussen.

As dificuldades de Vingegaard para responder às mudanças bruscas de ritmo ficaram evidentes desde os primeiros momentos do Tour de France.

Nas edições anteriores, Vingegaard conseguia acompanhar os ataques de Tadej Pogačar especialmente em subidas curtas. Desta vez, porém, encontrou dificuldades quando o esloveno aumentava a intensidade. Quando sofreu a queda e abandonou o Tour na 15ª etapa, Vingegaard já estava a 4min 30seg de Pogačar na classificação geral.

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“A Visma podia ter mandado o Jonas para a lua”

Michael Rasmussen também avaliou de forma irônica que uma preparação diferente dificilmente teria mudado o desfecho da disputa pela classificação geral.

“A Visma podia ter mandado o Jonas para a lua, o resultado teria sido o mesmo: derrota para o Tadej Pogačar.”

Vingegaard explicou que a Visma-Lease a Bike decidiu não aprofundar a análise do problema durante a própria competição. Agora, com o fim do Tour, a questão deverá ser discutida durante a revisão do planejamento que envolveu Giro d’Italia e Tour de France.

“É fácil ser sábio depois. Eu tenho minhas ideias e a equipe pode ter as delas. Teremos que conversar sobre o que acontece a seguir.”

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O calendário de Jonas Vingegaard permanece indefinido enquanto o dinamarquês se recupera da cirurgia realizada após a fratura na clavícula. Até o momento, ele ainda não retomou os treinamentos e não existe uma data estabelecida para seu retorno às competições.

A participação na prova de estrada do Campeonato Mundial, marcada para 27 de setembro, em Montreal, continua sendo uma possibilidade. Entretanto, Vingegaard deixou claro que qualquer decisão dependerá da evolução de sua recuperação. “Não está descartado, mas ainda não posso afirmar que isso vai acontecer”, afirmou Vingegaard.

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