“Poderiam ter mais chegadas ao alto” Visma-Lease a Bike avalia oficialmente o percurso do Tour de France 2027
O percurso da 114ª edição do Tour de France, foi apresentado nesta quinta-feira, em Paris. Com largada na Grã-Bretanha, etapas de montanha nos Alpes e nos Pirineus e dois contrarrelógios individuais, a organização preparou um traçado que promete desafios variados ao longo das 3 semanas de competição.
Após a divulgação, a Visma-Lease a Bike compartilhou suas primeiras impressões oficiais sobre o percurso, através de seu diretor esportivo, Marc Reef, que destacou o equilíbrio entre os diferentes tipos de etapas.
“Poderiam ter mais chegadas ao alto”
“À primeira vista, parece um percurso bastante equilibrado, com várias etapas planas para sprints, finais explosivos e etapas de montanha difíceis”, iniciou Marc Reef.
“Os dois longos contrarrelógios, relativamente planos, destacam-se em particular. Já faz muito tempo que não temos isso no Tour. Comparado ao ano passado, vejo menos chegadas ao alto, e, na minha opinião, poderiam ter havido mais. No geral, é um percurso interessante”, afirmou o neerlandês.
“É aqui que os candidatos ao GC se enfrentarão pela 1ª vez“
A edição de 2027 marcará o retorno do Tour de France à Grã-Bretanha, algo que não acontecia desde 2014. Reef, que acompanhou aquela edição de perto, recordou a atmosfera vivida nas estradas britânicas. “Eu mesmo estive lá em 2014 e foi fantástico.”
“Foi uma grande celebração do ciclismo naquela época. Havia tanta gente ao longo das estradas, e o entusiasmo era incrível. Foi ótimo vivenciar a paixão que as pessoas na Grã-Bretanha têm pelo esporte”.
Depois da passagem pela Normandia, o pelotão seguirá para os Alpes franceses, onde terá pela frente 3 etapas de montanha. Logo após, o percurso também inclui a 11ª etapa com chegada em Les Saisies, com 4.750 metros de altimetria e local do próximo Campeonato Mundial de Ciclismo.
“É aqui que os candidatos à classificação geral se enfrentarão pela primeira vez. São etapas que podem nos favorecer. Correr no percurso do Campeonato Mundial também adiciona uma dimensão extra ao Tour de France”, afirma Reef.
“Investimos muito nos contrarrelógios”
Outro aspecto que chamou a atenção de Reef foi a presença de 2 longos contrarrelógios individuais. “A última vez que tivemos tantos quilômetros foi em 2012”, observou Reef.
O dirigente revela a preparação e os investimentos realizados pela equipe nessa especialidade. “Além disso, a maioria dos percursos é relativamente plana. O contrarrelógio é uma disciplina na qual trabalhamos bastante e investimos muito”, revela o diretor.
“Geralmente somos muito fortes nessa área e temos vários especialistas na equipe. Essas duas provas (a outra acontecerá na 16ª etapa) terão um papel fundamental na classificação geral.”
“É lá que a corrida será decidida”
Na avaliação de Reef, a parte final do Tour de France permanecerá definindo o vencedor da classificação geral. O diretor destacou especialmente o bloco de etapas nos Pirineus na 3ª semana. “É lá que a corrida será decidida”, prevê Reef.
O principal destaque será a 18ª etapa, a Etapa Rainha da prova. Nesse dia, os ciclistas enfrentarão o lendário Col du Tourmalet, “(onde Tadej Pogacar colocou 2min28s em Jonas Vingegaard em 2026), antes de concluírem o percurso no alto do Col de Portet, totalizando 5.400 metros de altimetria.
“Muitas oportunidades para alcançarmos grandes feitos”
Reef encerra acreditando que o traçado poderá favorecer diferentes corredores da Visma-Lease a Bike. “Parece um percurso que se adequará muito bem a vários dos nossos ciclistas”.
“Nossa tarefa agora é analisar o percurso minuciosamente e usar essa análise para desenvolver um plano que nos dê a melhor chance possível de sucesso como equipe. Uma coisa é certa: este percurso nos oferece muitas oportunidades para alcançarmos grandes feitos”, concluiu Marc Reef.