“Juan Ayuso teve dificuldade de correr para Tadej Pogacar, correrá por mim?” Capitão da Lidl-Trek questiona a chegada do espanhol
Mattias Skjelmose não costuma esconder suas opiniões, e não foi diferente ao falar sobre a transferência de Juan Ayuso para a Lidl-Trek.
O espanhol de 23 anos assinou contrato com a equipe nesta semana, válido até o fim de 2030, reforçando o time com mais um ciclista capaz de liderar o time nos principais Grand Tours, especialmente no Tour de France.
O dinamarquês de 25 anos, comentou sobre a chegada do novo colega de equipe à TV 2 dinamarquesa, deixando claro que recebeu a notícia de forma inesperada.

“Descobri sem que a equipe me avisasse”
“Foi uma situação um pouco estranha. Descobri logo no começo, sem que a equipe me avisasse. Acho que foi um pouco estranho. Mas sim, será emocionante. Um novo desafio”, afirmou Skjelmose ao canal TV2 Sport, que enfrentará Ayuso em Ruanda, na disputa do Campeonato Mundial de Ciclismo.
“Eles me dizem que querem montar uma equipe em torno de mim”
Em 2025, a Lidl-Trek levou Skjelmose, como capitão para o Tour de France, após seu 5º lugar na Vuelta a España 2024, onde venceu a Classificação de Melhor Jovem. Até então o dinamarquês recebia grande confiança da equipe, mas a chegada do espanhol agora gera dúvidas.
“Estou seguindo o que a equipe me disse. Eles me disseram que acreditam em mim. Não sei como isso está conectado à chegada do Ayuso”.
“Eles vêm me dizendo há alguns anos que querem montar uma equipe em torno de mim. Mas não acho que o tenham trazido como ciclista de apoio. Agora vamos ver o que acontece”, declarou o dinamarquês.

“Ele teve dificuldade em ajudar o Tadej, não sei se vai me ajudar”
Juan Ayuso tem sido alvo de críticas por, em algumas ocasiões, privilegiar suas próprias chances de vitória em vez de trabalhar para os líderes da equipe, como Tadej Pogacar e João Almeida, algo que voltou a acontecer durante a Vuelta a España deste ano.
Skjelmose admite não saber como será sua colaboração com o espanhol. “Não sei. Temos os mesmos objetivos. Se ele teve um pouco de dificuldade em ajudar o Tadej, não sei se ele vai querer me ajudar de alguma forma, se for o caso”.
“Mas também pode ser que ele simplesmente não tenha se divertido na UAE Emirates. Eu não o conheço muito bem, então é claro que não sei o que aconteceu lá. Espero que possamos nos ajudar mutuamente”, explicou.

“Pode ser que eu não participe do Tour“
Questionado se aceitaria ser gregário, caso Ayuso fosse designado como capitão no Tour de France, Skjelmose respondeu com cautela e bom humor:
“Pode ser que eu não participe do Tour”, disse, sorrindo. “Não sei. Teremos que analisar isso quando chegar a hora. Falta muito tempo para o Tour”, finalizou Mattias Skjelmose.