Tadej Pogacar analisa a temporada e projeta 2026 “Jonas Vingegaard me levou a um outro nível no Tour de France”, assista o vídeo
Durante o Campeonato Mundial de eSports realizado em Abu Dhabi durante o último final de semana, Tadej Pogacar (UAE Emirates-XRG) conversou com o jornal espanhol MARCA.
O esloveno, que atua como embaixador da plataforma MyWhoosh ao lado de Peter Sagan, falou sobre o crescimento do ciclismo virtual, avaliou sua temporada e comentou expectativas para 2026.

O ciclismo virtual e suas possibilidades
Indagado sobre o que o atrai no Campeonato Mundial de Ciclismo Virtual e como enxerga a diferença entre competir no ambiente digital e nas ruas, Pogacar destacou o caráter inclusivo da modalidade.
“É algo novo, mais ou menos novo, mas muito bom, porque é uma nova modalidade para pessoas que não podem viajar e competir, para aqueles que não têm essa oportunidade. Se moram em grandes cidades ou algo assim, podem usar o rolo de treino em casa e fazer um treino rápido.”
“Não precisa de muito: uma hora e meia ou três vezes por semana, e você já consegue se manter em boa forma. Também me ajuda quando o tempo está muito ruim, então é ótimo”.

“Eu daria uma nota 9, sempre há espaço para melhorias”
Tadej Pogacar foi solicitado a fazer uma avaliação sobre seu ano. O esloveno deu nota alta, mas reconheceu que ainda há pontos a evoluir.
“Eu daria uma nota 9, mas sempre há espaço para melhorias em todos os aspectos da vida. Acho que posso melhorar em certas áreas, tanto dentro quanto fora da bicicleta.”

“Jonas me levou a um outro nível no Tour. É essencial tê-lo lá todos os anos”
Sobre a presença de Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike) como tradicional adversário principal, o jornal questiona se ele preferiria um Tour de France sem a presença do dinamarquês, o Bicampeão Mundial foi direto:
“Sempre digo que todos os ciclistas, ou qualquer pessoa em qualquer outro esporte, querem enfrentar a melhor competição possível”.
“Quero ver todos os competidores no auge de sua forma no Tour de France ou em qualquer outra corrida. Se alguns perdem a prova ou têm azar, a atmosfera não é a mesma e a sensação não é a mesma.”
“Além disso, nos motivamos mutuamente todos os anos. Nos últimos quatro anos, Jonas me impulsionou a um outro nível no Tour. É essencial tê-lo lá todos os anos”, complementou Pogacar.

“Não sou obcecado por ir à Vuelta a España”
Pogacar também respondeu se sentiria sua trajetória incompleta caso encerrasse a carreira sem vencer a Vuelta a España.
“Não, não sou obcecado por isso. Quero ir à Vuelta, quero competir e, claro, também quero vencer. Mas se eu encerrasse minha carreira hoje, ficaria muito feliz.”
“Paul Seixas e Isaac Del Toro são impressionantes“
Tadej Pogacar foi questionado sobre a ascensão de jovens prodígios como Isaac Del Toro, Paul Seixas e Juan Ayuso que acontece atualmente.
“Hoje em dia, todos estão obcecados por jovens talentos, especialmente para o Tour de France. É por isso que vemos tantos ciclistas chegando já em um nível altíssimo: pernas fortes, mente forte, muito profissionais.”
“Paul Seixas e Isaac Del Toro são impressionantes. Quero ver como suas carreiras se desenvolvem. Talvez seja completamente diferente do que eu vivenciei. Mal posso esperar para acompanhar suas trajetórias.”

“A minha ascensão foi um pouco mais lenta”
Sobre possíveis comparações de Isaac del Toro e Paul Seixas, com sua própria trajetória, Pogacar ponderou: “Não os conheço muito bem. Não encontro neles as mesmas coisas que encontro em mim”.
“Mas tenho certeza de que são muito ambiciosos. Consigo ver o que fazem bem e o que fazem mal. Já trilhei um caminho semelhante e é muito interessante vê-los ascender tão rapidamente. No meu caso, foi um pouco mais lento, mas sim, é muito interessante acompanhá-los e competir com eles.”

“Quero provar meu valor nas Clássicas”
Ao comentar suas prioridades para o inverno e quais vitórias mais deseja em 2026, Pogacar não hesitou em citar seu principal foco. “Acho que vou participar do Tour novamente. É bem óbvio: é a maior corrida de todas.”
Ele também reforçou o desejo de evoluir nas Clássicas: “Mas também quero provar meu valor nas Clássicas, mostrar se consigo melhorar nas provas de um dia em comparação com este ano ou com o ano passado”.
“Milan-San Remo e Paris-Roubaix são duas corridas que me motivam muito a tentar novamente e lutar pela vitória”, finalizou Tadej Pogacar.