“Tadej Pogacar costuma dominar, mas sempre há incertezas” Julian Alaphilippe projeta como superar o Campeão Mundial, assista o vídeo
Bicampeão Mundial (2020 e 2021), Julian Alaphilippe, atualmente defende o ProTeam suíço Tudor Pro Cycling. O francês concedeu uma entrevista franca ao canal espanhol MARCA, onde sem rodeios, abordou sua próxima temporada.
Além disso, Alaphilippe falou sobre as estratégias para superar as grandes estrelas do pelotão atual, Tadej Pogacar, Jonas Vingegaard e Remco Evenepoel, deixando claro sua grande motivação para 2026.

“Estou muito animado para retornar à Strade Bianche“
Com a confirmação do acesso integral da Tudor Pro Cycling ao WorldTour nesta temporada, Alaphilippe destacou que sua motivação segue em alta.
“Minha motivação está, como sempre, no máximo para a nova temporada. Estou muito animado para retornar à Strade Bianche (07.03) e espero estar em ótima forma para esta corrida, sem esquecer a Milan-Sanremo (21.03) e as Clássicas das Ardenas. A primeira parte da temporada é fundamental.”

“Pogacar e Vingegaard estão focados nos Grand Tours, não temos os mesmos objetivos“
Alaphilippe foi questionado sobre as mudanças no ciclismo desde a ascensão de Pogacar e Vingegaard. O francês reconheceu o nível extraordinário da nova geração, mas ressaltou que seus objetivos são diferentes.
“Ambos são grandes campeões, mas também estão super focados nos Grand Tours. Não temos os mesmos objetivos. Mesmo que o Tadej esteja focado nas Clássicas, eu estou fazendo o meu próprio trabalho.”
Ele lembrou ainda que o cenário atual é extremamente competitivo: “Existem muitos grandes campeões capazes de vencer, então não é fácil. Tento lutar o máximo que posso para conseguir bons resultados para a equipe e para mim mesmo.”

“Tadej costuma dominar, mas sempre há indecisões na corrida”
Alaphilippe também falou sobre o momento em que pode acontecer uma oportunidade para surpreender o favorito Tadej Pogacar. “Tadej costuma dominar, mas sempre há indecisões na corrida. Tudo muda rapidamente numa corrida, assim como na vida.”
Para o francês, o ciclismo continua sendo imprevisível: “Há sempre surpresas: um dia se pode ganhar a corrida e no dia seguinte perder, sofrer uma queda, ficar doente… É impossível dar tudo de si sempre.”

A saída de Remco Evenepoel do Wolfpack
Companheiro de Remco Evenepoel nos tempos de Deceuninck–Quick-Step, Alaphilippe comentou a transferência do belga para a Red Bull Bora-hansgrohe. “Eu o conheço muito bem. Sua ida para a Red Bull não me surpreende.”
Segundo ele, a decisão reflete a ambição de Remco: “Acho que ele conhece seu potencial e quer atuar nesse nível. Com essa mudança, ele busca atingir seu potencial máximo. Será interessante vê-lo em ação, e desejo-lhe tudo de bom.”

“É impressionante o que conquistamos em 3 anos“
Sobre o futuro da equipe, Alaphilippe se mostrou otimista e confiante no projeto. “É impressionante o que conquistamos em 3 anos, e não vejo o fim à vista, pois temos um ótimo apoio dos nossos patrocinadores.”
Ele destacou os pilares do crescimento da Tudor: “Há uma boa gestão, equipamentos de qualidade, um excelente grupo de ciclistas, ambição… Temos tudo o que precisamos para nos divertir e desenvolver um projeto vencedor.”

A conquista no GP Cycliste Quebec em setembro, marcou a 1ª vitória de Alaphilippe no WorldTour com a Tudor, um momento carregado de emoção. “Felicidade e um grande alívio.”
O francês explicou o significado do triunfo: “Estou feliz por fazer minha equipe feliz, todos que me apoiaram nessa mudança e que trabalham para me ajudar. Como ciclista, vencer uma corrida nunca é fácil, e esta foi especial.”
“Longa história com a Liège-Bastogne-Liège“
Mesmo com mais 2 anos de contrato pela frente, Alaphilippe foi questionado sobre qual grande vitória gostaria de escolher para encerrar a carreira, se pudesse.
“Tenho uma longa história com a Liège-Bastogne-Liège que quero encerrar”, respondeu Alaphilippe sobre o Monumento belga, que acontecerá em 26.04 e encerrando a entrevista.
