“Tadej Pogacar é o modelo a seguir, ele me motiva” Paul Seixas não se intimida com pressão francesa e admite Giro d’Italia em 2027
O jovem talento francês Paul Seixas (Decathlon CMA CGM) concedeu uma entrevista ao jornal La Gazzetta dello Sport, na qual fez um balanço de sua extraordinária temporada, que culminou com a conquista histórica na Il Lombardia, tornando-se o vencedor mais jovem de todos os tempos da “Clássica das Folhas Caídas”.
“Essas coisas não me incomodam”
Paul Seixas iniciou abordando a crescente expectativa dos torcedores franceses em torno de uma possível vitória de Seixas no Tour de France, algo que não acontece desde a era de Bernard Hinault. Apesar da pressão e das comparações, o jovem garante que esse cenário não interfere em sua concentração nem em seu trabalho.
“Entendo a pergunta, mas… essas coisas não me incomodam. Nem me distraem de fazer meu trabalho. Estou simplesmente feliz por ter trilhado esse caminho”, iniciou Seixas ao La Gazzetta dello Sport.
“Não sei onde vou parar, ninguém sabe, mas 2026 foi excelente; estou muito satisfeito. E terminar a temporada vencendo a Il Lombardia foi fantástico”, complementou o francês.
“Tadej Pogacar é o modelo a seguir, ele me motiva”
Ao falar sobre suas inspirações no ciclismo, Paul Seixas apontou seu rival Tadej Pogacar (UAE Emirates) como seu principal modelo. O francês explicou que sua admiração pelo esloveno vai além dos resultados esportivos.
“Não tenho certeza se ‘ídolo’ é a palavra certa, ‘modelo a seguir’ talvez seja melhor. Dito isso, sei que não é uma resposta muito original, mas eu diria Tadej Pogacar”, declarou.
“Não apenas porque ele é o melhor, mas por causa do seu estilo, tanto dentro quanto fora das competições. Ele está a caminho de se tornar o maior de todos os tempos”.
“Sua presença me motiva, e a todos os outros, a melhorar. Talvez um dia eu alcance o nível dele, talvez não, mas de qualquer forma, continuarei tentando”, complementa Paul Seixas.
Contrarrelógios do Tour de France não assustam
O percurso do Tour de France de 2027 contará com 71 km de contrarrelógio, a maior quilometragem desde 2012. A distância, entretanto, não representa uma preocupação para Paul Seixas, que finalizou o Campeonato Mundial de Montreal na 3ª posição, atrás de Remco Evenepoel e Filippo Ganna.
“Sinto-me confortável na bicicleta de contrarrelógio e quero continuar a trabalhar nela, independentemente de tudo, não apenas porque é essencial se quiser vencer um Grand Tour. Vou manter esta abordagem, pois tem funcionado bem até agora.“
“Tudo é possível em relação ao meu calendário”
Com o Campeonato Mundial de 2027, sendo realizado na região da casa dos seus avós, na Haute-Savoie na França em 29 de agosto, Paul Seixas tem sua participação praticamente definida.
No entanto, a proximidade com a data do final do Tour de France (02-25/07), poderia inviabilizar sua participação na Grande Boucle. Neste cenário, o jovem francês deixa em aberto a possibilidade de disputar o Giro d’Italia (08-30/05) pela primeira vez na próxima temporada.
Questionado diretamente sobre uma eventual estreia na corrida italiana, Seixas demonstrou receptividade à ideia, mas ressaltou que a decisão dependerá de conversas com sua equipe.
“Certamente (sobre uma possível estreia no Giro). No momento, tudo é possível em relação ao meu calendário de corridas para a próxima temporada. Vou conversar com a equipe e decidiremos juntos o que é melhor”, concluiu Paul Seixas.