“Tenho certeza que posso vencer Tadej Pogacar novamente” Jonas Vingegaard concede entrevista antes do Giro d’Italia

Apenas 2 dias antes da largada do Giro d’Italia, em Nessebar, na Bulgária, Jonas Vingegaard falou ao jornal italiano La Gazzetta dello Sport sobre suas expectativas para a corrida.

Encarando pela primeira vez a prova italiana como protagonista, o dinamarquês deixou claro seu principal objetivo: “Aceitar este desafio, que é novo para mim, é exatamente o que eu precisava. Mal posso esperar para começar; meu objetivo é vencer o Giro d’Italia em Roma”.

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Jonas Vingegaard momentos antes de embarcar para a Bulgária

Mudança de rotina e novo foco

Após anos seguindo um calendário semelhante, Jonas Vingegaard sentiu a necessidade de alterar sua abordagem competitiva. Segundo ele, o Giro surge como uma oportunidade estratégica dentro da temporada:

“Durante vários anos, meu programa de competições foi muito semelhante. Senti a necessidade de uma mudança. O Giro é um grande objetivo, e também estou convencido de que, ao longo destas semanas, chegarei ao topo do Tour. Mas agora, estou focado apenas na equipe.”

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Vingegaard chega ao Giro após vencer a Volta a Catalunya

“Tenho certeza de que posso vencer Pogacar novamente”

A possibilidade de conquistar a chamada tríplice coroa do ciclismo — Giro, Tour e Vuelta — antes de Tadej Pogacar foi abordada, mas não parece ser sua principal motivação:

“Não. Conseguir esse hat-trick é um objetivo para mim… e só. Significa fazer história. Ele também vai conseguir, é só uma questão de tempo. O Tadej talvez seja o melhor de todos os tempos. Mas eu já o venci, e tenho certeza de que posso fazer isso de novo.”

Se Vingegaard conseguir vencer o Giro d’Italia, ele se juntará a uma lista que inclui Jacques Anquetil, Bernard Hinault, Felice Gimondi, Vincenzo Nibali , Eddy Merckx, Alberto Contador e Chris Froome, os únicos ciclistas que já venceram o Giro d’Italia, o Tour de France e a Vuelta a España.

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“Surpresas, mais do que em qualquer outro lugar, podem acontecer no Giro”

Mesmo sem reconhecimento presencial, Jonas Vingegaard estudou detalhadamente o trajeto da prova:
“Sim, tenho analisado bastante o percurso, principalmente porque não houve oportunidade para fazer nenhum reconhecimento prévio”.

Na Bulgária, é preciso ter cuidado com o vento. Há vários dias difíceis pela frente. Blockhaus, depois, Corno alle Scale, a etapa do Vale de Aosta e a etapa das Dolomitas. Em certas ocasiões, será possível abrir uma boa vantagem.”

Sem experiência no Grand Tour italiano, o dinamarquês destacou uma característica da competição. “Considero o Giro imprevisível. Teremos que estar preparados todos os dias, porque surpresas, mais do que em qualquer outro lugar, podem acontecer em qualquer lugar.”

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“Não foi fácil voltar depois de algo que me fez temer o pior”

Dois anos após um grave acidente na Volta ao País Basco, o ciclista afirma estar novamente em grande forma. “Não foi fácil voltar depois de algo que me fez temer o pior e até mesmo que eu não conseguiria mais subir na bicicleta. Levou tempo. Dois anos”, confessa Vingegaard.

Se me perguntarem onde encontrei a motivação, foi no prazer que sinto ao praticar este esporte. Esta é uma fase em que comecei a olhar para o futuro com muita confiança, com a esperança de me tornar ainda melhor.”

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Vingegaard sofreu uma forte queda na Volta ao País Basco de 2024

Relação com os torcedores

Por fim, o dinamarquês responde se sua convivência com os fãs teria melhorado, após a queda ao ser acompanhado durante um treino:

“Acho que sim: depois do que aconteceu, há mais respeito. Acho que sim: tirar fotos não tem problema, não é um problema”.

Seguir um profissional de perto por tanto tempo enquanto ele treina não é o ideal. Para mim, para nós, é um trabalho. Eu não vou ao escritório de alguém e sento ao lado da pessoa enquanto ela está fazendo alguma coisa… É preciso equilíbrio”, finalizou Jonas Vingegaard.

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