Tour de Suisse 2026: Prévia da 2ª etapa, final explosivo pode dar nova vitória a Tadej Pogacar
Após um espetáculo de Tadej Pogacar (UAE Emirates) na abertura da competição, o Tour de Suisse 2026 segue nesta quinta-feira (18) com uma etapa que combina belas paisagens e um final bastante seletivo.
O pelotão enfrentará 157,7 Km com largada e chegada em Locarno, acumulando 2.110 metros de altimetria em um percurso que pode favorecer tanto puncheurs, quanto candidatos à classificação geral nos explosivos quilômetros finais.

Lago Maggiore e Monte Ceneri marcam a primeira metade
Os ciclistas deixarão Locarno em direção às margens do pitoresco Lago Maggiore, um dos cartões-postais da região do Ticino. O trajeto, após 11 km da largada inclui a subida do Monte Ceneri (5,3 km a 6,4% e 8%), cenário ideal para a fuga prosperar e principal dificuldade da primeira metade da jornada.

Apesar desse desafio inicial, a parte central da etapa apresenta um perfil relativamente tranquilo, permitindo que fugas tentem ganhar vantagem e que as equipes dos favoritos administrem o ritmo antes da fase decisiva.
Últimos 20 quilômetros serão decisivos
A verdadeira seleção da etapa deve acontecer no final. Próximo a Tenero, os corredores encontrarão a Fanghi (3,5 km a 7% e 8,8% máx). Neste momento diversos ataques deverão acontecer e uma nova aceleração do líder Tadej Pogacar não poder ser descartada.

Imeditamente após a descida da Fanghi, os ciclistas enfrentarão o último desafio do dia, a explosiva Orselina (1,4 km a 8,9% e 11,5% máx). Esta subida pode garantir um final com um reduzido grupo vitorioso.

Descida rápida antes da chegada
Depois das últimas dificuldades, os ciclistas enfrentarão cerca de 10 km finais predominantemente em descida até se aproximarem de Locarno. Nos quilômetros finais, a estrada se torna completamente plana, o que pode permitir a reorganização de pequenos grupos que tenham sobrevivido às subidas finais.

Favoritos para a 2ª etapa do Tour de Suisse 2026
A 1ª etapa do Tour de Suisse já começou a desenhar o cenário da disputa pela classificação geral. O principal destaque foi Tadej Pogacar (UAE Emirates), que demonstrou mais uma vez sua superioridade. Ainda assim, a 2ª etapa oferece características que podem abrir espaço para outros protagonistas.
Caso o esloveno opte por uma postura mais conservadora ou priorize o controle da corrida, seus companheiros de equipe Jhonatan Narváez e Brandon McNulty surgem como alternativas naturais para buscar a vitória em Locarno.

Final explosivo pode favorecer puncheurs
Embora o percurso da segunda etapa seja menos exigente do que o da abertura da prova, a combinação de subidas e um desfecho técnico pode favorecer ciclistas com boa explosão nos metros finais.
Nesse cenário, nomes como Thibau Nys, Andrea Bagioli (Lidl-Trek), Andrew August (Netcompany INEOS) e Romain Grégoire (Groupama-FDJ) aparecem entre os principais candidatos ao triunfo. O campeão suíço Mauro Schmid (Jayco AlUla) também deve aproveitar o conhecimento das estradas locais para tentar conquistar uma vitória.

Mathieu van der Poel pode surgir em um sprint reduzido
Outra possibilidade bastante plausível é a chegada de um grupo relativamente numeroso à reta final. Se entre vinte e trinta corredores permanecerem juntos até a linha de chegada, alguns especialistas em finais rápidos ganharão protagonismo.
Entre eles está Mathieu van der Poel (Alpecin-Premier Tech). A grande dúvida será sua capacidade de acompanhar os ataques nas subidas finais, mas, caso consiga chegar ao grupo principal, certamente estará entre os mais velozes para disputar a vitória.

A mesma lógica vale para Corbin Strong (NSN), Michael Matthews (Jayco AlUla) e Mathias Vacek (Lidl-Trek), corredor que combina excelente capacidade de escalada com velocidade suficiente para se destacar em chegadas seletivas.

Corredores perigosos em pequenas fugas
Outros ciclistas que podem surpreender em uma chegada de grupo reduzido são Liam Slock (Lotto-Intermarché), Paul Lapeira (Decathlon CMA CGM), Ilan Van Wilder (Soudal Quick-Step) e Marc Hirschi (Tudor). Todos possuem aceleração e velocidade para disputar posições importantes em um final seletivo.
Por outro lado, alguns nomes terão interesse em endurecer a corrida antes dos quilômetros finais. Corredores como Wilco Kelderman (Visma-Lease a Bike), Tiesj Benoot (Decathlon CMA CGM) e Richard Carapaz (EF Education-EasyPost) dificilmente desejarão decidir a etapa em um sprint reduzido, preferindo um ritmo forte nas subidas para eliminar os adversários mais rápidos e criar oportunidades de ataque antes da chegada.
