Vuelta a España: Prévia da 12ª etapa, explosiva jornada promete grandes mudanças na Classificação Geral
A 12ª etapa da Vuelta a España promete ser uma das mais exigentes da competição. O percurso terá 167 km, com largada em Vera e chegada no alto de Calar Alto, em um dia marcado por 5 montanhas categorizadas e nada menos que 4.530 metros de altimetria acumulada.
Primeira montanha logo após a largada
A primeira dificuldade aparecerá praticamente no início da jornada. Cerca de 10 km depois da largada, o pelotão encontrará o Alto del Cabecico, uma subida de 8,4 km a 3,3%, classificada como 3ª categoria que poderá servir para consolidar a fuga da etapa.
Dificuldades aumentam em sequência
Depois da primeira ascensão, os ciclistas entrarão em um trecho de terreno ondulado, no qual as dificuldades surgirão de maneira gradual. Por volta do km 52, será a vez do Alto de Cóbdar (Puerto de La Virgem), com 4,9 km a 4,5%, aumentando o desgaste dos corredores.
Na sequência, o percurso ficará ainda mais seletivo com o Collado Garcia, uma longa subida de 2ª categoria, composta por 3 ascensões em sequência, totalizando 18,9 km a 2,4%, que servirá como preparação para o trecho decisivo da etapa.
Duas subidas decisivas
A parte mais dura do dia começará com o Alto de Velefique, uma subida de 1ª categoria com 13,1 km a 7,2% e 15% máx. A ascensão terá início aproximadamente no km 123 e será seguida imediatamente por uma descida que levará os ciclistas ao desafio final.
Chegada a mais de 2.100 metros de altitude
A etapa terminará no Alto de Calar Alto, onde estará localizada a linha de chegada. A última subida terá 17 km a 5,6% e 18% máx e levará o pelotão a mais de 2.100 metros de altitude.
Com um acumulado superior a 4.500 metros de desnível, a 12ª etapa deverá provocar diferenças importantes entre os candidatos à classificação geral e poderá transformar o trecho final em um verdadeiro teste de resistência e capacidade de escalada.
Favoritos à vitória
Enric Mas (Movistar) vive um momento especial na Vuelta a España. No último domingo, o espanhol conquistou sua primeira vitória em uma etapa da competição, triunfando no Alto de Aitana, resultado que reforçou sua condição de principal candidato à vitória na classificação geral.
A grande dúvida para a 12ª etapa, entretanto, está na capacidade de sua equipe. A Movistar terá pela frente a missão de controlar a corrida durante todo o percurso, mas a formação espanhola pode apresentar algumas limitações, especialmente nas subidas.
Chegada em sprint reduzido pode mudar o cenário
Caso a chegada aconteça em uma disputa em um grupo reduzido Oscar Onley (Netcompany INEOS) teria vantagem sobre Enric Mas (Movistar). No entanto, no domingo, a inclinação acentuada do km final alterou completamente essa lógica, permitindo que Mas levasse a melhor.
Primoz Roglic (Red Bull-BORA-hansgrohe) também encontra características que podem beneficiar seu estilo de corrida e pode voltar a estar entre os protagonistas.
Além dos principais candidatos ao pódio, alguns ciclistas que ocupam posições mais distantes na classificação geral podem aproveitar eventuais disputas entre os favoritos. É o caso de Jarno Widar (Lotto-Intermarché) e da dupla da XDS-Astana, formada por Harold Tejada e Cristian Rodriguez.
Disputa pelo pódio segue acirrada
A briga pela classificação geral também conta com nomes importantes como Richard Carapaz (EF Education-EasyPost), Mattias Skjelmose (Lidl-Trek), Sepp Kuss (Visma-Lease a Bike) e Felix Gall (Decathlon CMA CGM).
Entre eles, Richard Carapaz e Mattias Skjelmose costumam apresentar uma velocidade considerável nos metros finais, o que pode ser decisivo caso o grupo dos favoritos chegue compacto à parte final da etapa.
Outra questão importante será saber como o pelotão irá reagir a uma possível fuga. No domingo, a Decathlon CMA CGM tentou sem sucesso, assumir a responsabilidade pelo controle da corrida. Neste contexto, diversos ciclistas podem tirar proveito disso.
Entre eles estão Tobias Halland Johannessen, Andreas Leknessund (Uno-X) e Santiago Buitrago (Bahrain Victorious), atual líder da Classificação de Montanha.
Outros nomes para prestar atenção
A lista de possíveis candidatos a integrar uma fuga também inclui Ramses Debruyne (Alpecin-Premier Tech), Guillaume Martin, Clement Berthet (Groupama-FDJ), Leo Bisiaux (Decathlon CMA CGM) e Filippo Zana (Soudal Quick-Step).
Além deles, Pavel Sivakov e Jay Vine (UAE Emirates-XRG) podem tentar surpreender. Vine, em particular, tem passado relativamente despercebido até agora, mas pode encontrar na 12ª etapa uma oportunidade para voltar a aparecer na disputa.
Dessa forma, a etapa promete uma combinação de estratégias: enquanto Enric Mas (Movistar) tentará defender sua liderança, os rivais buscarão explorar qualquer fragilidade da equipe espanhola, e os ciclistas interessados na fuga terão uma nova oportunidade de lutar pela vitória.