Vuelta a España 2025: confira todas as etapas, com largada na Itália e um percurso memorável pelos 90 anos da prova
A 90ª edição da Vuelta a España promete ser histórica. Com início marcado para 23 de agosto de 2025, a corrida começará pela primeira vez no Piemonte, região do norte da Itália, aos pés dos Alpes.
Serão quatro etapas em solo italiano, com passagens pelos Alpes e entrada na França antes de cruzar a fronteira com a Espanha. A prova se encerrará em 13 de setembro, em Madri, após 3.180 km e 54.488 metros de altimetria total.

Confira todas as etapas da Vuelta a España 2025
1ª Etapa – 23 de agosto: La Venaria Reale – Novara (Itália) – 200 km
A Vuelta 2025 começa de forma incomum, com uma etapa em linha, algo raro neste século, visto apenas em 2007 e 2020. A abertura terá uma subida de 3ª categoria, oferecendo os primeiros pontos de montanha e uma chance para os velocistas brilharem , embora o final aberto permita ataques e surpresas já no primeiro dia.

2ª Etapa – 24 de agosto: Alba – Limone Piemonte (Itália) – 157 km
As montanhas surgem cedo, com uma chegada em alto. A etapa termina na estação de esqui de Limone, após 10 km de subida a 5% de inclinação média. Ideal para escaladores explosivos, pode ser um dia decisivo para conquistar a camisa vermelha logo no início.

3ª Etapa – 25 de agosto: San Maurizio Canavese – Ceres (Itália) 139 km
Com um perfil ondulado e uma subida de 2ª categoria no final, esta curta etapa será o terreno perfeito para ataques e fugas. Ciclistas versáteis terão mais chances, enquanto velocistas devem ficar fora da disputa.

4ª Etapa – 26 de agosto: Susa – Voiron (Itália/França) – 192 km
A 4ª etapa marca uma transição de países, com uma etapa de meia montanha, passando pelos lendários Montgenèvre e Col du Lautaret. A segunda metade é mais suave, mas as equipes precisarão trabalhar duro para reagruparem seus sprinters.

5ª Etapa – 27 de agosto: Figueres – Figueres (Espanha) TTT – 20 km
Um contrarrelógio por equipes marcará a chegada da prova à Espanha. O percurso técnico e veloz exigirá coordenação perfeita entre os ciclistas. Cada segundo pode pesar na luta pela classificação geral.

6ª Etapa – 28 de agosto: Olot – Pal (Andorra) – 170 km
A primeira etapa de alta montanha, com passagens por Santigosa, Toses e a subida final para Pal, que compartilha o início com a escalada até Arinsal (vencida por Remco Evenepoel em 2023). Um verdadeiro teste para os candidatos ao título.

7ª Etapa – 29 de agosto: Andorra la Vella – Cerler – 187 km
Mais um dia decisivo nas montanhas. O Coll del Cantó de primeira categoria abre o caminho antes da chegada a Cerler, onde os primeiros quilômetros serão particularmente duros. Os favoritos devem mostrar força e grandes diferenças de tempo devem acontecer.

8ª Etapa – Sábado, 30 de agosto: Monzón – Zaragoza – 187 km
Uma etapa para sprinters, com percurso plano e propício ao controle do pelotão. Fugões podem tentar a sorte, mas a expectativa é de uma chegada em alta velocidade.

9ª Etapa – 31 de agosto: Alfaro – Estação de Esqui Valdezcaray – 195 km
Uma longa etapa para encerrar a primeira semana de competição, com um percurso que pode parecer fácil no início, mas que esconde armadilhas no final. O terreno plano favorece fugas, que podem encontrar aqui a sua melhor oportunidade se conseguirem abrir terreno suficiente.
A subida final para Valdezcaray, embora não seja a mais difícil, pode servir de trampolim para um favorito tentar ganhar alguns segundos antes do primeiro dia de descanso.

10ª Etapa – 2 de setembro: Parque Natural Sendaviva – El Ferial, Larra-Belagua
Navarra retorna ao mapa da Vuelta com um trajeto sempre em leve ascensão. Larra-Belagua, palco da vitória de Evenepoel em 2023, volta a ser protagonista. Um dia duro após o descanso.

11ª Etapa – 3 de setembro: Bilbao – Bilbao 167 Km
Uma típica etapa no País Basco. Embora a primeira metade seja mais fácil de administrar, a segunda se torna mais complexa com uma série de subidas icônicas na região.
O Balcón de Bizkaia e a dupla subida de Vivero determinarão a seleção natural do pelotão antes de encarar a subida explosiva até Pike Bidea, a poucos quilômetros da chegada. Será um dia curto e tenso, com um final imprevisível.

12ª Etapa – 4 de setembro: Laredo – Los Corrales de Buelna -143 km
A Cantábria acolhe uma etapa vibrante e dinâmica. O terreno convida à ação desde o início, com a subida a Alisas a servir como um potencial trampolim para a fuga do dia. Mas é no final que tudo se decide: a subida a Collada de Brenes testará os favoritos com as suas pistas exigentes.
Aqueles que não conseguirem chegar ao cume com os melhores ciclistas poderão ser penalizados, já que a reta seguinte até à chegada será extremamente rápida e não oferecerá espaço para recuperação.

13ª Etapa – 5 de setembro: Cabezón de la Sal – Altu de L’Angliru – 202 Km
A Etapa Rainha da Vuelta 2025 e a mais longa de todas, com nada menos que 3.964 metros de desnível acumulado. Após La Mozqueta e El Cordal, o pelotão enfrentará o temível Altu de L’Angliru, com seus trechos íngremes como a Cueña Les Cabres. Um dia em que se pode perder tudo.

14ª Etapa – 6 de setembro: Avilés – Alto de la Farrapona 135 km
Uma etapa de montanha curta, mas cheia de energia, no coração das Astúrias. Os ciclistas não terão trégua desde o início, com um dia ideal para escaladores combativos.
O Alto de San Lorenzo será o primeiro grande obstáculo antes do ataque final a Farrapona. Uma oportunidade clara para fazer a diferença em um dia sem margem para erros.

15ª Etapa – 7 de setembro: Vegadeo – Monforte de Lemos 167 km
A Galícia recebe a Vuelta com uma etapa típica de meia montanha, onde o terreno sinuoso não dará trégua. A sucessão constante de subidas e descidas convidará a ataques e dificultará o controle do ritmo do pelotão. Um dia propício para surpresas.

16ª Etapa – 8 de setembro: Poio – Mos (Castro de Herville) – 172 km
Uma etapa que já demonstrou seu potencial em 2021 retorna ao percurso da Vuelta com a mesma essência imprevisível. Com 4 subidas e um perfil que se torna visivelmente mais difícil na segunda metade, o dia será um campo de batalha constante.
Uma chegada técnica e exigente em Mos promete espetáculo e movimentos decisivos na classificação geral.

17ª Etapa – 9 de setembro: O Barco de Valdeorras – Alto de El Morredero 137 km
Etapa de transição com final ao alto. O terreno acidentado e desafiador desde o início pode favorecer uma fuga bem organizada. A subida final para o Alto de El Morredero testará as reservas de energia após quase três semanas de corrida e pode abrir pequenas lacunas entre os homens da classificação geral.

18ª Etapa -10 de setembro: Valladolid – Valladolid – ITT 27,2km
O segundo contrarrelógio da Vuelta a España 2025, agora individual. Um percurso plano e técnico, ideal para os especialistas. Os escaladores terão de limitar perdas em um dia crucial para o desfecho da Vuelta.

19ª Etapa – 11 de setembro: Rueda – Guijuelo 159 km
Etapa completamente plana, mas que pode surpreender se a fuga for bem-sucedida. Última chance real para os sprinters antes das decisões finais nas montanhas.

20ª Etapa – 12 de setembro: Robledo de Chavela – Bola del Mundo/Puerto de Navacerrada -156 km
A última grande etapa de montanha. Com quase nenhum trecho plano, a etapa será um verdadeiro quebra-cabeças desde o início. O dia passará por passagens clássicas como Alto del León e La Escondida, ideais para as primeiras manobras da fuga.
Mas o ponto alto virá com o lendário Puerto de Navacerrada, com duas passagens, onde a Serra de Guadarrama decidirá a etapa final, com a chegada final na icônica Bola del Mundo.

21ª Etapa – 13 de setembro: Alalpardo – Madrid- 101 km
O tradicional circuito final em Madri encerra a Vuelta. Após um ano com contrarrelógio no encerramento, retorna o formato clássico: festa para o campeão e disputa de sprint no coração da capital espanhola. Um final digno de uma edição histórica.
